28 fevereiro, 2023

Pétala nº 3742

“As nossas vidas não são mais do que a soma de contingências diversas, e não importa quão variadas podem ser nos seus pormenores, todas elas partilham uma casualidade essencial nos seus desígnios: isto e depois aquilo, e por causa daquilo, isto.” 

PAUL AUSTER, escritor americano (1947-), in “No país das últimas coisas” (1995), Ed. Presença, 1990


27 fevereiro, 2023

Pétala nº 3741

Terá o azar dos outros de ser também o nosso? Devemos sentir-nos sempre solidários com a espécie humana?” 

SILVINA OCAMPO, escritora argentina (1903-93), in “As ConvidadasO incesto ", Ed. Antígona, 2022


24 fevereiro, 2023

Pétala nº 3740

“Os professores são os pedreiros do mundo”


“Não há uma palavra que eu escreva que não pertença a quem me ensinou as primeiras letras, os primeiros ditongos, os primeiros verbos. Não há uma palavra que eu escreva que não pertença aos professores que me acompanharam ao longo do caminho. 
A escola é muito mais do que um edifício ou do que um lugar onde as crianças aprendem a ler e a escrever. A escola são pessoas que ajudam a construir outras pessoas. E poucas missões são tão nobres como essa. Sempre tive a sensação de que foi a escola que, devagarinho e com cuidado, pousou o mundo nas minhas mãos."


"É assustador pensar num mundo sem educação. Uma sociedade não educada transforma-se num bando de mosquitos suicidas que, sem questionar, segue apenas a luz mais brilhante. Uma sociedade sem educação é pouco mais do que um rebanho que precisa de um pastor para a guiar. Sem educação deixamos de questionar, perdemos a capacidade de interpretar, aceitamos tudo o que nos dão, despidos do sentido crítico que nos permite evoluir.” 

CARMEN GARCIA, enfermeira, escritora portuguesa (1986-), cronista semanal do jornal Público (“Tanto faz não é resposta”), excertos da crónica “Os professores são os pedreiros do mundo”, de 22 Janeiro 2023



(fotos net)

23 fevereiro, 2023

Pétala nº 3739

“«O dever! O dever!» Pelo amor de Deus! O dever é sentir o que é grande, amar o que é belo, e não aceitar todas as convenções da sociedade com as ignomínias que ela impõe.” 

GUSTAVE FLAUBERT, escritor francês (1821-80), in “Madame Bovary” (1857), Ed. Clube do Autor, 2017


22 fevereiro, 2023

Pétala nº 3738

"Viver é gostar de existir, é se destacar mesmo estando em silêncio, é fazer acontecer, viver é fazer por merecer..."

DOUGLAS MELO, conhecido no seu blogue "DOUG-BLOGcomo  Doug, é um jornalista, escritor, blogueiro, professor/PhD (Philosophiæ Doctor) brasileiro (1970-), in crónica "O Conto do Passarinho", 4 fevereiro 2023
 

21 fevereiro, 2023

Pétala nº 3737

“Há tantos dias de carnaval quando não estamos no Carnaval.” 

SILVINA OCAMPO, escritora argentina (1903-93), in “As ConvidadasVisões (1961)”, Ed. Antígona, 2022



Feliz CARNAVAL


(foto net)


20 fevereiro, 2023

Pétala nº 3736

“… os mortos não nos podem dizer que estamos enganados. Apenas os vivos podem fazê-lo – e podem estar a mentir. Por isso, confio mais nos mortos. Isto é bizarro ou sensato?” 

JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “Elizabeth Finch”, Ed. Quetzal, 2022


17 fevereiro, 2023

Pétala nº 3735


“- Olha ali a Estátua da Liberdade- Uma mulher alta e verde de roupão em pé sobre uma ilha com a mão no ar. 
- O que é que ela tem na mão? 
- É um farol, querido… A liberdade a iluminar o mundo…”


 - Já viste o que seria… ir ao estrangeiro num desses paquetes. Imagina atravessar o grande Atlântico em sete dias.
 - Mas o que é que as pessoas fazem tanto tempo num barco, papá? 
- Não sei… Devem passear no convés e jogar às cartas e ler e esse género de coisas. Depois fazem bailes.
- Bailes num barco! Deve balançar imenso…
 - Nos grandes paquetes modernos há bailes. 
- Porque é que não vamos papá? 
- Talvez um dia possamos ir, se conseguirmos juntar dinheiro. 
- Oh, papá, despacha-te a juntar dinheiro. 

- Papá, porque é que não somos ricos? 
- Há muita gente mais pobre que nós, Ellie… Não gostavas mais do papá se fosse rico, pois não?
 - Oh, gostava, pois, papá.” 

JOHN DOS PASSOS (John Roderigo Dos Passos, oriundo de uma família portuguesa, Madeira), escritor e pintor norte-americano (1896-1970), in “Manhattan Transfer” (1925), Ed. Presença, 2009




16 fevereiro, 2023

Pétala nº 3734

“… é a vaidade que faz com que o homem suporte a sua triste sorte.” 

SOMERSET MAUGHAM, (William Somerset Maugham), romancista e dramaturgo inglês (1874-1965), in “O Agente Britânico” (1928), Edições ASA, 2021


15 fevereiro, 2023

Pétala nº 3733

“Talvez seja na doença e no abandono que mais precisamos dos outros. É completamente diferente viver uma doença grave sozinho ou acompanhado, de mão dada.” 

JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-), in crónica “A superioridade moral”, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 28 Outubro 2022


14 fevereiro, 2023

Pétala nº 3732

“Haverá alguma palavra mais mitificada, mais maltratada, mais mal-entendida, mais flexível em termos de sentido e intenção, mais manchada, mais deslustrada pela saliva de um milhão de línguas mentirosas do que a palavra «amor»? E haverá alguma coisa mais banal do que queixumes sobre isso? No entanto, não a podemos substituir, porque também é robusta, granítica, de armadura impermeável. É à prova de água, resistente a tempestades, deflectora de relâmpagos.”

JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “Elizabeth Finch”, Ed. Quetzal, 2022



Hoje, Dia dos Namorados.


(foto net)

13 fevereiro, 2023

Pétala nº 3731

“Digo a mim mesma que quero ter uma vida feliz e que as circunstâncias para essa felicidade apenas ainda não se materializaram. Mas e se não for o caso? E se eu própria me estiver a impedir de ser feliz?”
 
SALLY ROONEY, escritora irlandesa (1991-), in "Mundo Belo, onde Estás" (Beautiful World, Where Are You, 2021), Ed. Relógio D'Água, 2021


10 fevereiro, 2023

Pétala nº 3730

Todas as cartas de amor são 
Ridículas. 
Não seriam cartas de amor se não fossem 
Ridículas. 
(primeira estrofe de um poema de Álvaro de Campos)


"Meu Bébé pequenino:
Então o meu Bébé fez-me uma careta quando eu passei?
Então o meu Bébé, que disse que me ia escrever hontem, não me escreveu?
Então o Bébé não gosta do Nininho? (Não é por causa da careta, mas por causa de não escrever)
Olha, Nininha; e agora a sério: achei que tinhas um ar alegre hoje, que mostravas boa disposição. Também pareces ter gostado de ver o Ibis, mas isso não garanto, com medo de errar.
Ainda fazes muita troça do Nininho? (A. De C.).
Não sei se irie amanhã a Belem; o mais provável, como te disse, é que vá. Em todo o caso, já sabes: depois das 6.30 não apareço, de modo que escusas de esperar pelo Ibis para alem dessa hora.
Ouvistaste?(sic)
Muitos beijos e um abraço á roda da cintura do Bébé.
Sempre e muito teu
Fernando
6/5/1920

"Meu Bébé pequenino:
Pelo papel vês de onde te estou escrevendo. Refugiei-me aqui da chuva, e, como por isso atrazei varias cousas que tinha que fazer, não poderei ir ás 6 horas a Belem acompanhar a Nininha até Lisboa.
Estou um pouco melhor (de saúde, não de juízo), mas ainda me sinto bastante mal disposto.
Amanhã (salvo doença ou outra cousa que estorve) passo na tua rua entre as 11 e as 11.30. Se o Bébézinho quizer estar á janella, vê o Nininho passar. Se não quizer, não o vê (É author destas ultima frase o meu querido amigo Alvaro de Campos).
Que pena a fabrica em Belem não ter telephone. Se tivesse eu poderia avisar-te de que não ia, nos dias em que não pudesse ir; e excusava a Ibis do Ibis de esperar pelo Ibis.
Adeus, Bébé queridinho: muitos beijinhos do mau e sempre teu
Fernando
22/5/1920"

Duas cartas de amor escolhidas de entre a meia centena reunida neste livro, com posfácio e notas de David Mourão-Ferreira, e preâmbulo de Maria da Graça Queiroz (sobrinha-neta da destinatária das cartas).
As cartas - ternurentas, comoventes, bem-humoradas, respeitosas - são de Fernando Pessoa (1888-1935) para Ophélia Queiroz (1900-91), sua única namorada conhecida.
Como foi que se conheceram? Como foi o namoro?
Ophélia desvenda tudo num emocionante testemunho:

"Como conheci o Fernando
Respondi a um anúncio do «Diário de Notícias».
Tinha 19 anos, era alegre, esperta, independente e, contra a vontade de meus Pais e família, resolvi empregar-me.
Conheci o Fernando no dia em que me apresentei ao anúncio… um senhor todo vestido de preto… com um chapéu de aba revirada e debruada, óculos e laço no pescoço. Ao andar, parecia não pisar o chão. E trazia – coisa mais natural – as calças entaladas nas polainas. Não sei porquê, aquilo deu-me uma terrível vontade de rir…
Foi esta a minha primeira imagem do Fernando.
O Fernando adorava-me, e tinha uns repentes de paixão que me assustavam, mas que ao mesmo tempo me divertiam.
Era duma delicadeza e duma ternura imensa. (...)"

Chegaram a casar? Não!
Fernando Pessoa nunca casou.
Ophélia casou com um homem do teatro, três anos após a morte de Fernando.

Um poeta solitário - apaixonado.
Estranho? Não, lindo!


09 fevereiro, 2023

Pétala nº 3729

“Tudo o que um homem pode imaginar, outros homens poderão realizar.” 

JÚLIO VERNE (Jules Gabriel Verne), escritor francês (1828-1905)


08 fevereiro, 2023

Pétala nº 3728

Não podemos despedir-nos senão do que intensamente um dia nos pertenceu. Mas o que um dia intensamente nos pertenceu continuará a pertencer-nos para sempre.” 

JOSÉ CARLOS BARROS, arquitecto e escritor português (1963-), in “As pessoas invisíveis” (Prémio LeYa, 2021), Ed. LeYa, 2022


07 fevereiro, 2023

Pétala nº 3727

“… hoje, na paisagem digital, amigos e seguidores passaram a significar coisas diferentes, coisas aguadas. Muitas pessoas conhecem outras pessoas sem de facto as conhecerem. E sentem-se felizes com essa superficialidade.” 

JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “Elizabeth Finch”, Ed. Quetzal, 2022


06 fevereiro, 2023

Pétala nº 3726

“- A cama não é uma coisa maravilhosa?
- A cama é a nossa Pátria
- Quem disse? 
- Eu.” 

ERNEST HEMINGWAY, escritor norte-americano (1899-1961), in “Verdade ao amanhecer (True at first light, publicação póstuma 1999)”, Publicações Dom Quixote, 2001 
Prémio Nobel de Literatura, 1954


03 fevereiro, 2023

Pétala nº 3725

WILLIAM SHAKESPEARE


Soneto CXVI

"Não haja impedimentos à união 
de almas fiéis; amor não é amor
se se alterar ao ver alteração
ou curvar a qualquer pôr e dispor.
Ah, não, é um padrão sempre constante
que enfrenta as tempestades com bravura;
é estrela a qualquer barco navegante,
de ignoto poder, mas dada altura.
Do Tempo o amor não é bufão, na esfera
da foice curva em bocas, róseos rostos;
com breve hora ou semana não se altera
e até ao julgamento fica a postos.
      E se isto é erro e em mim a prova tem,
      nunca escrevi e nunca amou ninguém."


"Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments; love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove.
O no, it is an ever-fixed mark,
That looks on tempests and it never shaken;
It is the star to every wand'ring bark,
Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come;
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
      If this be error and upon me proved,
      I never writ, nor no man ever loved."


"É provável que o principal pilar do cânone da literatura ocidental seja a obra de William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês nascido em 1564, em Stratford-upon-Avon, cidade onde terá morrido em 1616. Além da sua obra dramática e de alguns poemas dispersos, os seus Sonetos constituem um monumento de composição e beleza, um atlas sobre a representação do amor, da passagem do tempo e da finitude, da paixão erótica, do desejo ou da solidão."

VASCO GRAÇA MOURAescritor, tradutor e político português (1942-2014), in "Os Sonetos de Shakespeare", Ed. Quetzal, 2016



(fotos net)


02 fevereiro, 2023

Pétala nº 3724

No momento de maior escuridão, os homens veem as estrelas.”
 
RALPH WALDO EMERSON, escritor norte-americano (1803-1882)


01 fevereiro, 2023

Pétala nº 3723

A chuva não faz distinção. Mais cedo ou mais tarde, ela cai sobre toda a gente, e quando cai, toda a gente é igual a todas as outras pessoas – ninguém é melhor, ninguém é pior, todos iguais…” 

PAUL AUSTER, escritor americano (1947-), in “No país das últimas coisas” (1995), Ed. Presença, 1990


31 janeiro, 2023

Pétala nº 3722

“Precisamos de resolver os nossos monstros secretos, as nossas feridas clandestinas, a nossa insanidade oculta.” 

MICHEL FOUCAULT, filósofo, psicólogo, professor, escritor francês (1926-84)


30 janeiro, 2023

Pétala nº 3721

Será que o tempo já vivido se relativiza em relação ao tempo que ainda nos resta? (…) Ou será que os dias passam mais rapidamente quanto mais avançada for a idade porque já conhecemos todos os quotidianos, da mesma maneira que um caminho se faz cada vez mais depressa quanto mais frequentemente o percorremos?” 

BERNHARD SCHLINK, escritor alemão (1944-), in “O outro homem e outras histórias (A mulher da bomba de gasolina)", Ed. ASA, 2004


27 janeiro, 2023

Pétala nº 3720

"O que eu faço é simples: ponho pão nas mesas e compartilho-o."

"Temos de ir à procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade."

"O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá."

MADRE TERESA DE CALCUTÁ, missionária católica de etnia albanesa (1910-97) 
Prémio Nobel da Paz, 1979


(De entre os pequenos «pães da aldeia» que comprei este destacou-se e eu fotografei.)


Pão, pão à séria, eu nunca fiz, nem sequer tentei fazer. Mas faço uns Pãezinhos de Chouriço gostosíssimos e facílimos de preparar. Verdade! 
Espreite a receita aqui


Nestes dias frios e chuvosos, faça os pãezinhos, sirva-os quentinhos, delicie-se, compartilhe!


(foto net)


26 janeiro, 2023

Pétala nº 3719

“A quem só quer provar a doçura, depressa ela se torna amarga.” 

ROBERT WALSER, escritor suíço (1878-1956), in “Histórias de amorSinal de fogo", Ed. Relógio d’Água, 2008


25 janeiro, 2023

Pétala nº 3718

Para conseguir escrever um romance, para aguentar o tempo longuíssimo e aborrecido que esse trabalho implica, mês após mês, ano após ano, a história tem de manter bolhas de luz na nossa cabeça. Cenas que são ilhas de emoção candente. E é pelo desejo de chegar a uma dessas cenas que, não sabemos porquê, nos deixam a tiritar, que atravessamos talvez meses de soberano e insuportável aborrecimento ao teclado.”

ROSA MONTERO, escritora espanhola (1951-) in “A ridícula ideia de não voltar a ver-te” Porto Editora, 2015


24 janeiro, 2023

Pétala nº 3717

“Se pela força da distância, você se ausenta. Pela força que há na saudade, você voltará.” 

PADRE FÁBIO DE MELO, sacerdote católico, escritor, professor universitário e apresentador brasileiro (1971-)


23 janeiro, 2023

Pétala nº 3716

“Porque é que alguém há de ser rico e famoso, quando outras pessoas vivem na miséria absoluta?”

SALLY ROONEY, escritora irlandesa (1991-), in "Mundo Belo, onde Estás" (Beautiful World, Where Are You, 2021), Ed. Relógio D'Água, 2021


20 janeiro, 2023

Pétala nº 3715

“Choramos porque o luto nos destaca dramaticamente de tudo, nos torna irremediáveis apátridas, cuspidos para fora de órbita, feridos por uma dor irreparável e sem a poder gritar, numa abrasiva solidão que, uma vez deflagrada, não nos larga mais ( …) O filósofo Edgar Morin, agora centenário, diz ainda hoje que a morte da mãe, ocorrida quando ele tinha a idade de nove anos, foi a sua “Hiroxima interior». Alguém pode imaginar o que isso significa?”

A associação do luto às lágrimas é atestada pela etimologia da própria palavra. De facto, luto deriva do verbo latino lugere que significa chorar.”

JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA, cardeal, teólogo e poeta português (1965-), in crónica "Laboratórios de consolação", publicada na revista "E", do jornal Expresso de 4 Fevereiro 2022


(foto: Pinterest)


19 janeiro, 2023

Pétala nº 3714

“Os homens são animais muito estranhos: uma mistura do nervosismo de um cavalo, da teimosia de uma mula e da malícia de um camelo.” 

ALDOUS HUXLEY, escritor inglês (1894-1963)


18 janeiro, 2023

Pétala nº 3713

“ - Do que mais se lembram do tempo de guerra
- Não há nada a lembrar. Meu senhor – diz um camponês. 
- Como não há? 
- Todos voltamos mortos da guerra.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in "A confissão da leoa", Ed. Caminho, 2012
“Apenas uma guerra é permitida à espécie humana: a guerra contra a extinção.” 
ISAAC ASIMOV, cientista e escritor norte-americano, nascido na Rússia (1920-92)


17 janeiro, 2023

Pétala nº 3712

“Às vezes tenho a sensação de que nos movemos na vida sempre em redor dos mesmos lugares, como um desconcertante jogo da glória.” 

ROSA MONTERO, escritora espanhola (1951-) in “A ridícula ideia de não voltar a ver-te” Porto Editora, 2015


16 janeiro, 2023

Pétala nº 3711

“… um tempo anterior aos computadores portáteis dentro da sala de aulas e as redes sociais fora dela; quando as notícias provinham dos jornais e o conhecimento provinha dos livros. Era um tempo mais simples ou mais aborrecido? Ambas as coisas ou nenhuma?

JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “Elizabeth Finch”, Ed. Quetzal, 2022


13 janeiro, 2023

Pétala nº 3710

O que é a «felicidade»?
… comecei a minha pesquisa, mergulhei em Platão, Boécio, Montaigne… Thoreau e Schopenhauer, Daniel Kahneman…Ophra a Julie Morgenstern… Leon Tolstoi, Virginia Wolf… Dalai Lama..
... Poderia descobrir um segredo novo e surpreendente acerca da felicidade? Provavelmente não. Há milhares de anos que as pessoas pensam sobre a felicidade e as grandes verdades sobre o tema já foram expostas pelas mentes mais brilhantes da história. Tudo o que é importante já foi dito. (Até esta frase. Foi Alfred North Whitehead que disse: «Tudo o que é importante já foi dito.») As leis da felicidade são tão fixas quanto as leis da química.
... Aristóteles declarou que a felicidade é o summum bonum, o supremo bem... Blaise Pascal argumentou: «Todos os homens procuram a felicidade. Não há qualquer excepção. Sejam quais forem os diferentes meios por eles utlizados, todos tendem para esse fim.»
… Num jantar com amigos, encontrei a sabedoria num bolinho da sorte: «Procure a felicidade debaixo do seu próprio tecto.»"

(corte e colagem de parágrafos do texto original)

GRETCHEN RUBIN, escritora americana, in “Projecto felicidade”, ed. Estrela Polar, 2010
ARISTÓTELES, filósofo da Grécia Antiga (-384/-322)
BLAISE PASCAL, filósofo francês (1623-1662)
ALFRED NORTH WHITEHEAD, filósofo e matemático inglês (1861-1947)


(Finalmente! Quase uma década em (diferentes) mãos alheias e julgado perdido para sempre, o meu "Projecto felicidade" voltou a casa, em Dezembro passado. Se tiver ajudado alguém a ser feliz, mais feliz eu fico. 
Lamentavelmente, a minha lista de livros emprestados e não devolvidos continua grande.)
 

(foto Pinterest)


12 janeiro, 2023

Pétala nº 3709

Cada pessoa é um abismo. Dá vertigem olhar para dentro dela.” 

SIGMUND FREUD, médico inglês, fundador da psicanálise (1856-1939)


11 janeiro, 2023

Pétala nº 3708

“É muito difícil “injetar” ética à pressão. Mesmo quem já sofreu a experiência de precisar dos outros em situações graves não oferece garantias que pratique a reciprocidade. A verdadeira solidariedade é discreta, sigilosa, não anunciada e publicitada.” 

JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-), in crónica “A superioridade moral”, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 28 Outubro 2022


10 janeiro, 2023

Pétala nº 3707

“A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento.” 

MILAN KUNDERA, escritor checo (1929-), citado por OWEN MATTHEWS, escritor inglês (1971-), in “Filhos de Estaline”, Ed. Dom Quixote, 2008


09 janeiro, 2023

Pétala º 3706

A vida é triste mas bela, ou bela mas triste?

JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “Elizabeth Finch”, Ed. Quetzal, 2022


06 janeiro, 2023

Pétala nº 3705

Há sempre países mágicos que fazem parte da nossa infância. Os que nos vêm à memória e que visitamos quando dormimos e sonhamos. São tão maravilhosos à noite como quando éramos crianças. Se alguma vez voltamos para os ver, desvanecem-se. Mas à noite não perdem nada da antiga beleza se tivermos a sorte de sonhar com eles.” 

ERNEST HEMINGWAY, escritor norte-americano (1899-1961), in “Verdade ao amanhecer (True at first light, publicação póstuma 1999)”, Publicações Dom Quixote, 2001 
Prémio Nobel de Literatura, 1954


Lourenço Marques, actual Maputo, onde vivi dos 6 aos 23 anos. 
Cidade-capital de MOÇAMBIQUE, para mim um «país mágico».


(fotos net, colagem minha)


05 janeiro, 2023

Pétala nº 3704

Acreditando apaixonadamente em alguma coisa que ainda não existe, nós a criamos.” 

FRANZ KAFKA, escritor checo (1883-1924)


04 janeiro, 2023

Pétala nº 3703

“Muitas vezes, os sonhos que nos acompanham são o contraste da vida que vivemos.” 

BERNHARD SCHLINK, escritor alemão (1944-), in “O outro homem e outras histórias (A mulher da bomba de gasolina)”, Ed. ASA, 2004

03 janeiro, 2023

Pétala nº 3702

“O mais importante na vida não é a situação em que nos encontramos, mas a direcção para a qual nos movemos.” 

OLIVER WENDELL HOLMES, médico, escritor norte-americano (1809-94)


02 janeiro, 2023

Pétala nº 3701

CORTAR O TEMPO (excerto)

Para você, Desejo o sonho realizado.
O amor esperado. A esperança renovada.
Para você, Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família esteja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas…
Mas nada seria suficiente…
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes…
e que eles possam te mover a cada minuto,
no rumo da sua FELICIDADE!!!

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, escritor brasileiro (1902-87)



Feliz 2023!
Que seja um ano pleno de paz,
saúde, amor e, como o girassol,  energia positiva.



(foto net)


18 dezembro, 2022

Pétala nº 3700


NATAL, E NÃO DEZEMBRO

“Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido…
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave…
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.”

DAVID MOURÃO-FERREIRA, escritor e poeta português (1927-96), in “Obra poética 1948-1988”, Ed. Presença, 1988




Desejo-lhe um Natal de luz e paz!
BOAS FESTAS


Muito obrigada, caro amigo  https://brancasnuvensnegras.blogspot.com/

Muito obrigada, querido amigo "DOUG-BLOG" 



17 dezembro, 2022

Pétala nº 3699

“Há mais, muito mais, para o Natal do que luz de velas e alegria. É o espírito de doce amizade que brilha todo o ano. É consideração e bondade. É esperança renascida, para a paz, para o entendimento e para a benevolência dos homens.” 

Autor desconhecido.

(foto net)



16 dezembro, 2022

Pétala nº 3698

Palavras. Palavras. Eu jogo com as palavras, com a esperança de que alguma combinação, mesmo que seja uma combinação por acaso, diga aquilo que eu quero dizer.”

DORIS LESSING (Doris May Tayler), escritora inglesa nascida na Pérsia (1919-2013)
Prémio Nobel de Literatura, 2007


15 dezembro, 2022

Pétala nº 3697

“Quero falar, e as palavras que me ocorrem não me bastam e por isso calo-me.” 

ROBERT WALSER, escritor suíço (1878-1956), in “Histórias de amorArroubos", Ed. Relógio d’Água, 2008


14 dezembro, 2022

Pétala nº 3696

“Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos, nas palavras, nas ações, no jeito de olhar, no dia a dia e até no que não é dito com palavras, mas fica no ar…” 

MANUEL BANDEIRA, poeta, crítico literário e de arte, professor e tradutor brasileiro (1886-1968)

(lenço de seda - foto net)




13 dezembro, 2022

Pétala nº 3695

“… a palavra é um laminador que modela sempre os sentimentos.” 

GUSTAVE FLAUBERT, escritor francês (1821-80), in “Madame Bovary” (1857), Ed. Clube do Autor, 2017


12 dezembro, 2022

Pétala nº 3694

“O tutano dos livros está nas esquinas das palavras. O mais importante dos bons romances amontoa-se nas elipses, no ar que circula entre as personagens, nas frases pequenas.” 

ROSA MONTERO, escritora espanhola (1951-) in “A ridícula ideia de não voltar a ver-te” Porto Editora, 2015


09 dezembro, 2022

Pétala nº 3693

“O riso não é nada um mau começo para uma amizade, e é de longe o seu melhor final.” 

OSCAR WILDE, escritor, poeta, dramaturgo irlandês (1854-1900), in “O retrato de Dorian Gray” Ed. Vega, 2000