Mostrar mensagens com a etiqueta José Gameiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Gameiro. Mostrar todas as mensagens

08 abril, 2024

Pétala nº 3812

“… gelado de chocolate e framboesa. Pura felicidade.”
(Valérie Perrin, in "os esquecidos de domingo")


“Existem vários mitos em torno do conceito de felicidade. O ter dinheiro, sucesso profissional, mais recentemente, nalguns jovens, ser famoso. Mesmo a velha frase ser rico não dá felicidade, mas ajuda muito, não é verdadeira. O contrário é bem mais real. A pobreza raramente está relacionada com a felicidade, porque a falta de bens materiais, implica frequentemente falta de saúde, que é um dos indicadores de felicidade.”

“Então, como é que eu posso ser feliz?
(…) vale a pena pensar sobre a importância de cultivarmos a relação com os outros. (…) Com os amores, com a família, com a senhora ou com o homem da caixa do supermercado, com quem nos serve o café todos os dias. Viajar, comer bem, conhecer sítios bonitos é bom, mas contribui muito pouco para a nossa felicidade."

O mais importante na vida e que gera mais felicidade e infelicidade, são as relações que temos e as formas como as vivemos.

JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-), in ensaio “A receita para a felicidade”, publicado na revista "E", do jornal Expresso, 5 Maio 2023

Felicidade não há.
Creio no contentamento,
Na alegria e o intento
De ser feliz. O maná
Não cai do céu, nem virá
Como a graça do divino,
O ser busca pelo tino
Um algo transcendental
Que só virá no final
Da vida, como destino.

(Comentário, Pétala nº 3710)

(fotos net)

10 maio, 2023

Pétala nº 3770

O amor é um sentimento, mas é, sobretudo uma relação. (…) 
O amor começou a ser servido como adjetivo para tudo, banalizando uma das palavras mais carregadas de força do nosso léxico. Usar a mesma palavra que serve para definir a relação com alguém, para um prato de bacalhau ou para um qualquer ator ou cantor, é tornar trivial o sentimento mais estruturante do nosso ser. Posso viver sem «amar» uma feijoada, mas não conseguiria sobreviver sem amar e ser amado.” 

JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-), in crónica “Amar”, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 16 Dezembro 2022




15 fevereiro, 2023

Pétala nº 3733

“Talvez seja na doença e no abandono que mais precisamos dos outros. É completamente diferente viver uma doença grave sozinho ou acompanhado, de mão dada.” 

JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-), in crónica “A superioridade moral”, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 28 Outubro 2022


11 janeiro, 2023

Pétala nº 3708

“É muito difícil “injetar” ética à pressão. Mesmo quem já sofreu a experiência de precisar dos outros em situações graves não oferece garantias que pratique a reciprocidade. A verdadeira solidariedade é discreta, sigilosa, não anunciada e publicitada.” 

JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-), in crónica “A superioridade moral”, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 28 Outubro 2022


11 junho, 2022

Pétala nº 3542

“Quando os filhos querem chatear, não há qualquer hipótese de se ser bom pai ou boa mãe. O problema é que conseguem atingir-nos. Poucas coisas na vida são mais duras do que levar com acusações dos filhos.”

JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-)


14 outubro, 2020

Pétala nº 3062

“Metapensar é pensar sobre o nosso pensamento. Não há pensamentos neutros, asséticos, desprovidos de emoção.” 
JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-)

29 março, 2020

Pétala nº 2865

“A última coisa que você deve ser é amigo da sua mulher ou do seu marido.” 
JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-)

15 janeiro, 2020

Pétala nº 2791

“A compaixão não tem preço, nem pode ser trocada por dinheiro. Faz parte da relação humana, frequentemente quase no seu limite.” 
JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-)

28 dezembro, 2019

Pétala nº 2773

“A verdadeira solidariedade é secreta, não se anuncia, fica entre quem a vive, de um lado e do outro.”
JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-)

20 outubro, 2019

Pétala nº 2703

“A responsabilidade da maldade é de quem a tem.” 
JOSÉ GAMEIRO, psiquiatra português (1949-)

06 novembro, 2013

Pétala nº 527

“Ao fim de um tempo de vida em casa, são os tons e os gestos que definem a relação.”

José Gameiro, psiquiatra português (1949-)

04 novembro, 2013

Pétala nº 525

“É preciso particular cuidado com as sogras, que têm uma especial capacidade para apanhar as expressões faciais, o bambolear impaciente das pernas, o ar ausente e enfastiado das noras.”
 
José Gameiro, psiquiatra português (1949-)

02 novembro, 2013

Pétala nº 523

“Vivemos o culto da palavra, da comunicação por tudo e por nada, como se o dito resolvesse tudo.”
 
José Gameiro, psiquiatra português (1949-)