Quem sou eu? Muito gostaria de saber...
Quando escrevo, sou página e poesia.
Quando me foge a inspiração, penso esquecer
Quem ousou roubar minhas alegorias?
Quase impalpável, me torno.
Questiono com meu ego,
Queixo-me do maldito suborno
Que me causa desassossego.
Qual pintor borra as tintas da minha imaginação?
Qual química é capaz de transformar
Quadro colorido em tela branca com uma simples demão?
Quotidiano transpirado, versos mortos a sepultar!
Quem sou eu, que de tão transmutada,
Quase nem me reconheço envolta nessa teia?
Quisera ouvir o sopro dos ventos da madrugada.
Quase dia, eu amanheço com essa prosopopeia!
Poema da amiga DINÁ FERNANDES, publicado em 11/2/2018 no blogue «pensandoempoesia».
A poeta carinhosa faleceu no passado dia 3 de Março.
Paz à sua alma!

