"Não choro pela pátria, Ninguém chora pela pátria (excerto)
Retém-se o grito que lavra pelo corpo
sulcos sangrentos e o faz sentir em si a pele
que se separa e encolhe ante a violência
da dispersão comum e do falso fulgor
que encobre a irreparável divisão
de se ter perdido o universo e a viva comunidade”
ANTÓNIO RAMOS ROSA, poeta português (1924-2013), in “POESIA PRESENTE”, Ed. Assírio &Alvim, 2014
