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10 junho, 2022

Pétala nº 3541

"Não choro pela pátria, Ninguém chora pela pátria (excerto)
Retém-se o grito que lavra pelo corpo
sulcos sangrentos e o faz sentir em si a pele
que se separa e encolhe ante a violência 
da dispersão comum e do falso fulgor
que encobre a irreparável divisão 
de se ter perdido o universo e a viva comunidade”

ANTÓNIO RAMOS ROSA, poeta português (1924-2013), in “POESIA PRESENTE”, Ed. Assírio &Alvim, 2014



(foto Pinterest)