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05 maio, 2024

Pétala nº 3816

"Deus espera na escuridão."
(Valter Hugo Mãe))


Deus é exactamente como as mães. Liberta seus filhos e haverá de buscá-los eternamente. Passará todo o tempo de coração pequeno à espera, espiando todos os sinais que Lhe anunciem a presença, o regresso dos filhos. 
Deus é exactamente como são as mães, que criam e depois vão ficando para trás, numa distância que parece significar que não são mais precisas, e Ele, como elas, só sabe amar acima de qualquer defeito e qualquer falha, com cada vez mais saudade, mas não sabe o caminho, não sabe por onde os filhos foram, só pode suplicar que não se percam e não se percam da vontade de voltar. (…)

Deus como as mães, corre os dias inteiros à janela e escuta. Qualquer bulício Lhe acelera o coração. Se existem passos em redor de Sua casa, se alguma voz o  chama, palpita como doido de alegria na esperança de ter um filho em visita. (…) 
Exactamente como as mães, Deus cozinha seus pratos favoritos e acredita que agora ficarão para sempre ou, ao menos, regressarão todos os fins-de-semana, todos os meses, que não vão ficar separados, sem notícias tanto tempo, porque dói demasiado. (…)
Deus, como são as mães, tem a impressão que vai morrer se não voltar a ver os filhos. (…)
 
“Todos deveríamos amar como amam as mães, que julgo ser como Deus ama.”

VALTER HUGO MÃE, escritor português (1971-), in “Deus na escuridão”, Porto Editora, 2024



2ª foto: net

15 fevereiro, 2020

Pétala nº 2822

“Para ser feliz é preciso aceitar ser o que se pode, nunca deixando de acreditar que é possível estar e ser sempre melhor.” 
VALTER HUGO MÃE, escritor português (1971-), in “O filho de mil homens”, Ed. Alfaguara, 2011

30 julho, 2014

Pétala nº 795

“Quem não sabe perdoar só sabe coisas pequenas.” 

 Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-),in “A Desumanização”, Porto Editora, 2013

28 julho, 2014

Pétala nº 793

“As pessoas que não leem apagam-se do mapa de deus.” 

 Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-),in “A Desumanização”, Porto Editora, 2013

26 julho, 2014

Pétala nº 791

“As mães têm um sonda que assinala os filhos num mapa emocional muito preciso.” 

 Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-),in “A Desumanização”, Porto Editora, 2013

24 julho, 2014

Pétala nº 789

“Rezar é como dar corda à morte. Quanto mais rezamos, mais encomendados a deus estamos.” 

 Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-),in “A Desumanização”, Porto Editora, 2013

22 julho, 2014

Pétala nº 788

“A poesia é a linguagem segundo a qual deus escreveu o mundo.” 

 Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-),in “A Desumanização”, Porto Editora, 2013

20 julho, 2014

Pétala nº 785

“O tempo também se conta pelos desgostos.” 

 Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-),in “A Desumanização”, Porto Editora, 2013

18 julho, 2014

Pétala nº 783

“Descobrir o nome e o significado de Deus não compete a ninguém.” 

 Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-),in “A Desumanização”, Porto Editora, 2013

16 julho, 2014

Pétala nº 781

“Quem tem filhos precisa do futuro.” 

 Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-),in “A Desumanização”, Porto Editora, 2013

14 julho, 2014

Pétala nº 779

“A solidão não existe. É uma ficção das nossas cabeças.” 

 Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-),in “A Desumanização”, Porto Editora, 2013

12 julho, 2014

´Pétala nº 777

“Aprender a solidão não é senão capacitarmo-nos do que representamos entre todos.” 

 Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-),in “A Desumanização”, Porto Editora, 2013

10 julho, 2014

Pétala nº 775

“… a morte é um exagero. Leva demasiado. Deixa muito pouco.” 

 Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-),in “A Desumanização”, Porto Editora, 2013

21 julho, 2012

Pétala nº 43

“O toque de alguém é o verdadeiro lado de cá da pele. Quem não é tocado não se cobre nunca, anda como nu. De ossos à mostra.”

Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-), in “O filho de mil homens”, Ed. Alfaguara, 2011

15 julho, 2012

Pétala nº 31

“Amarás as mulheres para aprenderes a valorizá-las, e só depois te conhecerás de verdade.”

Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-), in “O filho de mil homens”, Ed. Alfaguara, 2011

03 julho, 2012

Pétala nº 6

“Quem tem menos medo de sofrer, tem maiores possibilidades de ser feliz.”

Valter Hugo Mãe, escritor português (1971-), in “O filho de mil homens”, Ed. Alfaguara, 2011