31 março, 2021

Pétala nº 3227

“O corpo é uma máquina de curar que necessita de ser seguida e mantida, porque a falência de uma engrenagem decreta a falência das outras.” 
CLARA FERREIRA ALVES, jornalista e escritora portuguesa (1956-)

30 março, 2021

Pétala nº 3226

“A vida não é como um MP3 que toca o que você quer, a vida é como um rádio e você tem que aproveitar o que está tocando.” 
ONE DIRECTION, banda inglesa, formada em 2010

29 março, 2021

Pétala nº 3225

“O medo que as crianças têm do escuro e os adultos têm da doença e da morte. Como disse Shakespeare pela boca de Hamlet, «ser ou não ser» é mesmo a grande questão existencial.” 
JORGE CALADO, português e cientista português (1938-), in “O Medo, esse nosso desconhecido”, artigo publicado na revista "E", do jornal Expresso de 29 Janeiro 2021

28 março, 2021

Pétala nº 3224

“... a colheres de café andamos medindo a vida.” 
T. S. ELLIOT, poeta americano (1888-1965) 
Prémio Nobel de Literatura, 1948


(foto net)

27 março, 2021

Pétala nº 3223

"A paixão é um equívoco puro. Já Platão o dizia: «Amar é dar o que não se tem a quem não é.» Ou seja, uma confusão lamentável de identidades confusas, um erro perpétuo de avaliação.” 
ROSA MONTERO, escritora espanhola (1951-), in “A louca da casa”, Ed. Asa, 2004

26 março, 2021

Pétala nº 3222

“A Humanidade vive em pecado mortal há muitos séculos. O que acontece é que, à medida que o progresso avança, que a tecnologia se torna mais intensa, que as redes de comunicação funcionam com maior eficácia, o pecado é cada vez maior, mais rápido e mais destrutivo.” 
ARTURO PÉREZ-REVERTE, escritor espanhol (1951, em entrevista a Luciana Leiderfarb, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 29 janeiro 2021

25 março, 2021

Pétala nº 3221

“…da devoção ao ódio vai um passo.” 
JAVIER CERCAS, escritor espanhol (1962-), in “Terra Alta”, Porto Editora, 2020

24 março, 2021

Pétala nº 3220

"O que é que ainda o surpreende? O que o emociona? 
A amizade, o amor, a música. Ouço música o dia todo, e agora que temos música na televisão tenho-a ligada enquanto trabalho. Porque gosto muito de ver a cara e a expressão dos músicos quando tocam. É um acrescento ao prazer da audição.
A música é “a imagem do Universo”, como disse uma vez? 
Não há nada mais elevado. As salas de concerto são as minhas igrejas. É o lugar onde sinto que existe algo maior do que eu."

HUBERT REEVES, astrofísico franco-canadense (1932-), excerto da entrevista concedida a Luciana Leiderfarb, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 25 Abril 2020

23 março, 2021

Pétala nº 3219

“… as pessoas têm um nome que lhes antecede, depois ganham a cara do nome que têm.” 
CHICO BUARQUE (Chico Buarque de Holanda), escritor brasileiro (1944-) in “Benjamim”, Ed. Presença, 1997

22 março, 2021

Pétala nº 3218

“Abusamos da terra onde nascemos destruindo florestas, cultivando intensivamente espécies exógenas, escavando minas em solos sensíveis; explorando petróleo na terra e no mar; retalhamos o campo com a expansão urbana e inúteis redes de autoestradas. As cidades transformam-se em florestas de cimento, aço e vidro, e a lavoura campestre redundou em florestas de painéis solares. Temos, todavia, a lata de chamar a isto progresso civilizacional!"
JORGE CALADO, professor e cientista português (1938-), in “O Medo, esse nosso desconhecido”, artigo publicado na revista "E", do jornal Expresso de 29 Janeiro 2021

21 março, 2021

Pétala nº 3217

 
Nada tão silencioso como o tempo 
no interior do corpo. Porque ele passa 
com um rumor nas pedras que nos cobrem, 
e pelo sonoro desalinho de algumas árvores 
que são os nossos cabelos imaginários. 
Até na íris dos olhos o tempo
faz estalar faíscas de luz breve. 
Só no interior sem nome do nosso corpo
ou esfera húmida de algum astro 
ignoto, numa órbita apartada, 
o tempo caladamente persegue 
o sangue que se esvai sem som. 
Entre o princípio e o fim vem corroer 
as vísceras, que ocultamos como a Terra. 
Trilam os lábios nossos, à semelhança
das musicais manhãs dos pássaros. 
Mesmo os ouvidos cantam até à noite 
ouvindo o amor de cada dia. 
A pele escorre pelo corpo, com o seu correr 
de água, e as lágrimas da angústia 
são estridentes quando buscam o eco. 
Mas nós sentimos dentro do coração que somos 
filhos dilectos do tempo e que, se hoje amamos, 
foi depois de termos amado ontem. 
O tempo é silencioso e enigmático 
imerso no denso calor do ventre.
Guardado no silêncio mais espesso, 
o tempo faz e desfaz a vida.

Poema sem título, de FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO, escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa (1938-2007)


(Hoje, Dia Mundial da POESIA.)

(foto net)

20 março, 2021

Pétala nº 3216

"Bom é não saber o quanto a vida dura, ou se estarei aqui na primavera futura. 
Posso brincar de eternidade agora, sem culpa nenhuma." 
ZÉLIA DUNCAN, atriz, cantora e compositora brasileira (1964-)


Feliz Primavera!

(foto net)

19 março, 2021

Pétala (s) nº 3215

“Olhar insistentemente o passado é mórbido, mas fugir dele é cobardia envergonhada.” 
 ROGÉRIO G.V. PEREIRA, https://conversavinagrada.blogspot.com/




18 março, 2021

Pétala nº 3214

“palavras são as recordações que trago sempre comigo” 
ANA MARGARIDA DE CARVALHO, escritora portuguesa (1969-), in “O gesto que fazemos para proteger a cabeça” , Ed. Leya, 2019

17 março, 2021

Pétala nº 3213

“O jesuíta e estudioso Matteo Ricci (1552-1610), que elaborou uma extraordinária antologia de ditos sobre a amizade, escreveu que “um amigo não é outra coisa que a metade de mim mesmo”. Isto que pode soar como uma definição abstrata, ganha a sua tangível transparência num abraço. 
Quando os braços se enlaçam incorporamos e somos incorporados no coração uns dos outros, como se no coração do nosso amigo tivéssemos um ninho ou uma pátria. Nesse abandono consentido expressam-se certezas que nos são tão caras: reciprocidade, alegria, ternura, presença, encontro e reencontro, comunhão. O instante do abraço declara-as todas num jorro, e como que as sela na nossa alma. Por isso, o abraço não é só uma amarra, uma pausa onde a respiração repousa: é também um trampolim que nos projeta onde, sem a confiança e a inspiração dos que nos amam, não conseguiríamos chegar.” 
JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA, cardeal, teólogo e poeta português (1965-), in crónica "Os abraços não dados", publicada na revista "E", do jornal Expresso de 22 Janeiro 2021

16 março, 2021

Pétala nº 3212

“… sabemos todos que a realidade às vezes é cinematográfica.” 
JAVIER CERCAS, escritor espanhol (1962-), in “Terra Alta”, Porto Editora, 2020

15 março, 2021

Pétala nº 3211

“Contratempos são como facas, que nos servem ou nos cortam, conforme as pegamos pelo cabo ou pela lâmina.” 
JAMES RUSSEL LOWELL, poeta e diplomata norte-americano (1819-1891)

14 março, 2021

Pétala sem número


Parabéns CAROLINA, pelo teu 10º aniversário!
As saudades de estar contigo são imensas. Saudades dos nossos abracinhos apertadinhos, dos beijinhos docinhos, das brincadeiras e gargalhadas sem fim. 
Felicidades meu amorzinho. Diverte-te muito, hoje e sempre, na companhia da mana, da mamã e do papá.
Em breve estaremos juntas. Mil beijinhos, da avó Teresa.


13 março, 2021

Pétala nº 3210

“A luta contra a criminalidade organizada é muito difícil, porque a criminalidade é organizada, mas nós não.” 
ANTONIO AMURRI, escritor e jornalista italiano (1925-1992)

12 março, 2021

Pétala nº 3209

“Hipocrisia hoje em dia é algo tão familiar, que a sinceridade de alguém, muitas vezes nos parece sarcasmo.” 
DOUGLAS MELO, conhecido no seu blogue "DOUG-BLOGcomo  Doug, é um jornalista, escritor, blogueiro, professor/PhD (Philosophiæ Doctor) brasileiro (1970-)

11 março, 2021

Pétala nº 3208

“tenho dedos fortes para desfazer nós, sobretudo os da vida” 
ANA MARGARIDA DE CARVALHO, escritora portuguesa (1969-), in “O gesto que fazemos para proteger a cabeça” , Ed. Leya, 2019

10 março, 2021

Pétala nº 3207

O conhecimento ajuda a viver, a envelhecer? 
Diria que é algo ao mesmo tempo tranquilizador e perturbador. Tranquilizador porque, se conhecermos a estrutura do Universo, temos mais consciência de onde estão os perigos. Tem um gato? 
Tenho, sim. 
Então sabe que, se o levar para uma casa nova, ele vai primeiro percorrer todos os recantos até se sentir seguro. Acho que a ciência é algo de parecido. Dá-nos um conhecimento do perigo que não tínhamos na juventude e diz-nos o que podemos fazer em relação a ele. Mas, por outro lado, coloca-nos frente a frente com a realidade.” 

HUBERT REEVES, astrofísico franco-canadense (1932-), excerto da entrevista concedida a Luciana Leiderfarb, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 25 Abril 2020

09 março, 2021

Pétala nº 3206

“É possível que os momentos que acabamos de viver subitamente se apaguem na nossa consciência, e se transformem em medo, desejo, ansiedade, premonição. E naquilo que temos por reminiscências talvez esteja um destino que, com jeito, poderemos arbitrar, contornar, recusar, ou desfrutar com intensidade dobrada.” 
CHICO BUARQUE (Chico Buarque de Holanda), escritor brasileiro (1944-) in “Benjamim”, Ed. Presença, 1997

08 março, 2021

Pétala nº 3205

"Somente a mulher sabe do que a mulher é capaz."
SOMERSET MAUGHAM, escritor, dramaturgo, romancista e contista britânico (1874-1965)


"Uma mulher é como um saquinho de chá; você nunca sabe o quão forte ele é até que esteja na água quente." 
ELEANOR ROOSEVELT, primeira-dama dos Estados Unidos, de 1993 a 1945 (1884-1962)


(Hoje, Dia Internacional  da MULHER.)

(fotos net)

07 março, 2021

Pétala nº 3204


Quem sou eu? Muito gostaria de saber... 
Quando escrevo, sou página e poesia. 
Quando me foge a inspiração, penso esquecer 
Quem ousou roubar minhas alegorias? 

Quase impalpável, me torno. 
Questiono com meu ego, 
Queixo-me do maldito suborno 
Que me causa desassossego. 

Qual pintor borra as tintas da minha imaginação? 
Qual química é capaz de transformar 
Quadro colorido em tela branca com uma simples demão? 
Quotidiano transpirado, versos mortos a sepultar! 

Quem sou eu, que de tão transmutada, 
Quase nem me reconheço envolta nessa teia? 
Quisera ouvir o sopro dos ventos da madrugada. 
Quase dia, eu amanheço com essa prosopopeia!


Poema da amiga DINÁ FERNANDES, publicado em 11/2/2018 no blogue  «pensandoempoesia».
A poeta carinhosa faleceu no passado dia 3 de Março.  
Paz à sua alma!


06 março, 2021

Pétala nº 3203

“... a justiça absoluta pode ser a mais absoluta das injustiças."
JAVIER CERCAS, escritor espanhol (1962-), in “Terra Alta”, Porto Editora, 2020

05 março, 2021

Pétala nº 3202

“Se todos os nossos infortúnios fossem colocados juntos e, posteriormente, repartidos em partes iguais por cada um de nós, ficaríamos muito felizes se pudéssemos ter apenas, de novo, só os nossos”. 
SÓCRATES, filósofo da Grécia Antiga (-469/-399)

04 março, 2021

Pétala sem número

Faz exactamente hoje uma semana, que de manhã ao abrir o pc reparei que a pasta do Pétalas tinha sumido do monitor. Perdi o chão!
No interior da pasta tinha frases arrumadas por ordem alfabética do autor, para o ano todo. Tinha pétalas alinhadas para transferir para o blogue nos próximos seis meses. Tinha dezenas de imagens selecionadas em horas de buscas na net. 
A pasta não apareceu. Nada nem ninguém conseguiu recuperá-la. Foram anos de trabalho perdido.  E eu jamais saberei o que fiz mal quando encerrei o computador no dia anterior. E isso, é o que mais dói.
Escaparam ao desastre pétalas agendadas no blogue para duas semanas. Nem mais uma semana, nem mais uma pétala.
Gritei, desabafei, e quem me ouviu enviou-me frases, deu-me total acesso a citações publicadas nos seus blogues. Grata para sempre!
Ainda desalentada, recupero frases sublinhadas em livros, busco pétalas em todo o lado, o dia todo. 
Exijo de mim, continuar a publicar pétalas diariamente, às onze horas. É assim desde o início do Pétalas. Assim será.
As visitas a blogues de amigos talvez sejam mais espaçadas nas próximas semanas. Peço a vossa compreensão.
(Para que conste, tenho sobre a mesa de trabalho um disco rígido externo com milhares de frases… já publicadas no Pétalas. Estúpido? Claro que sim!)
 
ESTOU TRISTE, mas vai passar!

Obrigada, amiga. Sem saber, a rosa chegou no momento certo.

03 março, 2021

Pétala nº 3201

Solidão em tempo de adolescência: pode não matar, mas dói
(…) A solidão acontece mesmo sem isolamento social e tem uma dimensão subjetiva que reflete a forma como as pessoas percebem a sua vida social. Nos relacionamentos sociais, quando o que temos é menos do que o que desejamos, a solidão emerge. 
Sendo uma experiência emocional negativa, está associada a sentimentos de falta, de vazio, de desligamento, que muitas vezes parecem mais intensos do que aquilo que é suportável. Neste sentido, a solidão dói e remete aqueles que a sentem para uma condição de profunda infelicidade, de recolhimento sobre si próprio, de vazio e desesperança. (…) 
Adolescentes que sofrem de solidão têm menos possibilidades de serem aceites socialmente. Não se enquadrando naquilo que os pares consideram um comportamento normativo, estão mais sujeitos à rejeição, à exclusão e até à vitimização. Na saúde pode conduzir a uma desregulação do sistema imunitário, tornando estes adolescentes mais vulneráveis a contrair doenças. É ainda mais provável que iniciem comportamentos prejudiciais como o tabagismo, consumo excessivo de álcool e de drogas, obesidade e problemas de sono. A solidão está ainda associada e é preditora de sintomatologia depressiva, com a possibilidade de ocorrerem ideias de suicídio. (…)"

Excerto do Artigo de Opinião “Solidão em tempo de adolescência: pode não matar, mas dói", de OLÍVIA RIBEIRO, investigadora do WJCR do ISPA – Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida, publicado no jornal «Público» de 30 Agosto 2020

02 março, 2021

Pétala nº 3200

“quem muito olha  o passado pode ficar preso dentro dele” 
ANA MARGARIDA DE CARVALHO, escritora portuguesa (1969-), in “O gesto que fazemos para proteger a cabeça” , Ed. Leya, 2019

01 março, 2021

Pétala nº 3199

“A esperança é a mão misteriosa que nos aproxima do que desejamos e nos afasta do que tememos.”
SEVERO CATALINA, escritor espanhol (1832-71)