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03 junho, 2024

Pétala nº 3820


“Todos os anos, a 16 Agosto, Ana Magdalena Bach apanha o ferry que a leva até à ilha onde a mãe está enterrada, para visitar o seu túmulo. Estas viagens acabam por ser um convite irresistível para se tornar uma pessoa diferente durante uma noite por ano. Ana é casada e feliz há vinte e sete anos…” 

 “- Posso oferecer-lhe uma bebida? 
 - Seria um prazer – respondeu ela. 
Ele passou para a mesa dela e serviu-lhe uma bebida com muito bom estilo. 
- Saúde – disse. 
Ela fez coro com ele e ambos beberam de um trago. 
(…) 
Subimos? 
Ele tinha perdido o poder. 
- Eu não moro aqui – disse. 
Ela não esperou sequer que ele acabasse de o dizer. 
- Mas moro eu – disse, e levantou-se e sacudiu levemente a cabeça para a dominar. 
- Segundo piso, número 204, à direita das escadas. Não toque, é só empurrar. 
Subiu para o quarto com o terror delicioso que não voltara a sentir desde a noite de núpcias. (…) 
O seu horário natural despertou-a às seis horas. (…) ele não estava. (…) Só então se apercebeu de que não sabia nada dele, nem sequer o nome, e a única coisa que lhe restava da sua noite louca era um triste cheiro a lavanda no ar purificado da tormenta."
 
"Nunca mais voltaria a ser a mesma."
"(…) foram-lhe necessários vários dias para tomar consciência... de que andara sempre pela vida sem a ver.

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ, escritor colombiano (1928. 2014), in “Vemo-nos em Agosto”, Ed. Dom Quixote, 2024
Prémio Nobel de Literatura, 1982


Confesso: tive muita dificuldade em encontrar o estilo exuberante, fascinante, inconfundível de Gabriel García Márquez, nas 116 páginas deste romance. Li apenas mais uma história. Com a diferença de esta ser publicada à revelia de um dos maiores escritores de sempre, que antes de morrer expressou o desejo de que fosse queimada, por falta de qualidade.

(Foto Pixabay: gladíolos )


18 abril, 2021

Pétala nº 3245

Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas recordava-lhe sempre o destino dos amores contrariados. O doutor Juvenal Urbino sentiu-o assim que entrou na casa, ainda mergulhada em penumbra, onde fora de urgência para tratar um caso que, para ele, já tinha deixado de ser urgente há muitos anos. O refugiado antilhano Jeremiah de Saint-Amour, inválido de guerra, fotógrafo de crianças e o seu mais tolerante adversário de xadrez, tinha-se posto a salvo das inquietações da memória com um defumador de cianeto de ouro.”

Primeiro parágrafo do romance "O amor nos tempos da cólera", de GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ, escritor colombiano (1927-2014)
Prémio Nobel de Literatura, 1982

07 fevereiro, 2021

Pétala nº 3177

“A vida de uma pessoa não é o que lhe acontece, mas aquilo que lhe acontece e a maneira como o recorda.” 
GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ, escritor colombiano (1927-2014) 
Prémio Nobel de Literatura, 1982

11 agosto, 2019

Pétala nº 2633

“Aquele que não tem memória arranja uma de papel.” 
GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ, escritor colombiano (1927-2014) 
Prémio Nobel de Literatura, 1982

26 fevereiro, 2017

Pétala nº 1737

“O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão.” 

Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1927-2014) 
Prémio Nobel de Literatura, 1982

(Pétala enviada por Tais Luso -  http://taisluso.blogspot.pt/ )

05 julho, 2016

Pétala nº 1501

“Todos os seres humanos têm três vidas: a pública, a privada e a secreta.” 

Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1927-2014) 
Prémio Nobel de Literatura, 1982

25 maio, 2016

Pétala nº 1460

"Não é verdade que as pessoas param de perseguir sonhos porque envelhecem. Elas envelhecem precisamente porque param de perseguir sonhos". 

Gabriel García Marquez, escritor colombiano (1927-2014) 
Prémio Nobel de Literatura, 1982

20 novembro, 2015

Pétala nº 1273

“Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade.” 

Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1927-2014 
Prémio Nobel de Literatura, 1982

23 dezembro, 2014

Pétala nº 941

“Não é verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos porque estão a ficar velhas, elas estão a ficar velhas porque pararam de perseguir os sonhos.” 

Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1927-2014) 
Prémio Nobel de Literatura, 1982

11 novembro, 2014

Pétala nº 899

“A pobreza nota-se nos olhos” 

Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1928-2014), in “Viver para contá-la”, Ed. Dom Quixote, 2003 
Prémio Nobel de Literatura, 1982

09 novembro, 2014

Pétala nº 897

“Até à adolescência, a memória tem mais interesse no futuro do que no passado.” 

Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1928-), in “Viver para contá-la”, Ed. Dom Quixote, 2003 Prémio Nobel de Literatura, 1982

07 novembro, 2014

Pétala nº 895

“As mentiras das crianças são sinais de um grande talento”. 

Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1928-), in “Viver para contá-la”, Ed. Dom Quixote, 2003
Prémio Nobel de Literatura, 1982

05 novembro, 2013

Pétala nº 526

“Se te apetecer cantar, canta… faz bem à bílis.”
 
Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1928-), in “Ninguém escreve ao coronel”, Ed. Círculo de Leitores, 1994
Prémio Nobel de Literatura, 1982

03 novembro, 2013

Pétala nº 524

“A ingratidão humana não tem limites.”
 
Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1928-), in “Ninguém escreve ao coronel”, Ed. Círculo de Leitores, 1994
Prémio Nobel de Literatura, 1982

01 novembro, 2013

Pétala nº 522

“As ilusões não se comem… não se comem, mas alimentam.”
 
Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1928-), in “Ninguém escreve ao coronel”, Ed. Círculo de Leitores, 1994
Prémio Nobel de Literatura, 1982

29 outubro, 2013

Pétala nº 519

"A vida é a coisa melhor que já se inventou.”
 
Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1928-), in “Ninguém escreve ao coronel ”, Ed. Círculo de Leitores, 1994
Prémio Nobel de Literatura, 1982

05 fevereiro, 2013

Pétala nº 253

“Quem come terra deve carregar consigo o seu torrão.”
 
Gabriel García Márquez, escritor colombiano ( 1928-), in “A hora má: o veneno da madrugada”, Ed. Dom Quixote, 2008
Prémio Nobel de Literatura 1982

27 dezembro, 2012

Pétala nº 212

“O sexo é o consolo de uma pessoa quando lhe falta o amor”.
 
Gabriel Garcia Márquez, escritor colombiano (1928-) in “Memória das minhas putas tristes”, Ed. Dom Quixote, 2005
Prémio Nobel de Literatura, 1982

07 setembro, 2012

Pétala nº 101

“Ninguém merece as tuas lágrimas e quem quer que as mereça não te vai fazer chorar.”

Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1928-)
Prémio Nobel de Literatura, 1982

14 agosto, 2012

Pétala nº 77

“O problema da vida pública é aprender a dominar o terror; o problema da vida conjugal é aprender a dominar o tédio.”

Gabriel García Márquez, escritor colombiano (1928-), in “O amor nos tempos da cólera”, Ed. Círculo de Leitores, 1987
Prémio Nobel de Literatura, 1982