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08 julho, 2024

Pétala nº 3825

"Walter Benjamin disse que um anjo nos recorda tudo o que esquecemos."
(Enrique Vila-Matas, in "Paris Nunca se Acaba")


“Não é por envelhecermos que esquecemos.”

“Uma lembrança nunca morre, apenas adormece.”

VALÉRIE PERRIN, escritora francesa (1967-), in "A breve vida das flores", Ed. Presença, 2022


"A memória é voluntária e o esquecimento também.”

"A minha maneira de lidar com a memória é confiar-lhe unicamente aquilo que ela depois tem orgulho em recordar.”
 
“Dizem que, à medida que envelhecemos, nos lembramos melhor dos primeiros anos. Eis uma das muitas e grandes ciladas que nos aguardam: a vingança senil.” 

JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “Amor & Cª”, Ed. Quetzal, 2023 


“… os velhos, como tirando isso não têm mais nada para fazer, contam o passado como ninguém. Não vale a pena procurar nos livros ou nos filmes: como ninguém.”

“… quando um velho morre é uma biblioteca que arde…”

VALÉRIE PERRIN, escritora francesa (1967-), in "os esquecidos de domingo", Ed. Presença, 2023


(Fotos: PORTUGAL/Cascais - São Pedro do Estoril, 2024)

21 abril, 2023

Pétala nº 3762

Tempo e Memória...


“Os que negam o tempo dizem: quarenta é nada, aos cinquenta estamos na flor da idade, sessenta são os novos quarenta, e por aí fora. Uma coisa eu sei: que existe o tempo objectivo, mas também o tempo subjectivo, aquele que se traz no interior do pulso, junto ao lugar da pulsação. E este tempo pessoal, que é o tempo verdadeiro, é medido na nossa relação com a memória.” 

JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “O sentido do fim”, Ed. Quetzal, 2011




“É um lugar severo, o reino da memória, um armazém esventrado e sombrio de tábuas podres e escadas enferrujadas onde ocasionalmente passamos tempo a revolver artigos abandonados.”

ABDULRAZAK GURNAH, escritor nascido em Zanzibar, em 1948, a viver em Inglaterra desde a década de 1960, in “Junto ao mar”, Ed. Cavalo de Ferro, 2022
Prémio Nobel da Literatura, 2021


(fotos net)

14 março, 2022

Pétala nº 3482

“Uma das coisas mais tristes de envelhecer é quando morrem os amigos e temos de apagar os nomes deles do telemóvel. Aí, mais do que no próprio enterro, é que percebemos mesmo que morreram: que nunca mais nos vão telefonar.”

MIGUEL SOUSA TAVARES, jornalista, escritor português (1952-), in “Último olhar”, Porto Editora, 2021


11 fevereiro, 2022

Pétala nº 3451

“Quando começamos a envelhecer o que conta são os momentos, não os anos.” 

BAPTISTA-BASTOS (Armando Baptista-Bastos), jornalista e escritor português (1934-2017), in “Um homem parado no inverno”, Edições «O Jornal», 1991


08 dezembro, 2021

Pétala nº 3402

“Alguém já viu um passarinho envelhecer? Se voássemos, haveríamos sempre de ser crianças. 
No céu, o tempo não passa, é uma nuvem.”
MIA COUTO e JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, in “O terrorista elegante”, Ed. Quetzal, 2019

Começámos a envelhecer no instante em que nascemos.” 
ISABEL ALLENDE, escritora chilena (1942-), in “O amante japonês”, Porto Editora, 2015

O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou.” 
VERGÍLIO FERREIRA, escritor português (1816-1996)

28 outubro, 2021

Pétala nº 3373

Também por mim o tempo tem passado
Já vou tingindo os meus cabelos brancos 
para não descobrir no teu olhar 
não sei se algum horror, se apenas mágoa.” 

DAVID MOURÃO-FERREIRA, escritor e poeta português (1927-96), in “Um amor feliz”, Ed. Presença, 1986

12 outubro, 2021

Pétala nº 3361

“O lado ruim da idade acumulada, é que mesmo que se envelheça com saúde, o idoso olha dentro dos olhos da finitude todos os dias!”
 
DOUGLAS MELO, conhecido no seu blogue "DOUG-BLOGcomo  Doug, é um jornalista, escritor, blogueiro, professor/PhD (Philosophiæ Doctor) brasileiro (1970-)

(Comentário pétala nº 3153)

24 setembro, 2021

Pétala nº 3349

"À medida que envelhecemos, o coração deixa cair as folhas como uma árvore. Nada resiste contra certos ventos. Cada dia arranca umas folhas mais; e depois há as tempestades, que de uma só vez partem vários ramos. E enquanto o verde da natureza cresce na primavera seguinte, o do coração não volta a crescer."

GUSTAVE FLAUBERT, escritor francês (1821-80), citado por JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “O papagaio de Flaubert”, Ed. Quetzal, 2019



(foto net)

01 fevereiro, 2021

Pétala nº 3172

"Afirma que a violência de uma sociedade se mede pela violência que exerce ou não sobre as mulheres.
Elas são os canários na mina de carvão (the canary in a cool mine). O modo como são tratadas espelha o grau de doença de uma sociedade.
O que diz às mulheres que não lutam pelos seus direitos? 
Há dois tipos de mulheres nesta situação. As privilegiadas, para as quais já se atingiu tudo o que era preciso – e questionam para quê continuar uma luta tão pouco sexy. E as que não tiveram acesso à informação, aos instrumentos para pensar criticamente. O que pode fazer uma mulher pobre e analfabeta numa aldeia da Índia? Se não consegue alimentar os filhos, como lhe vamos pedir que lute pelo feminismo? (…) 
Como é que a idade é uma armadilha? 
À medida que envelhecemos, a sociedade descarta-nos. A natureza faz isso em todas as espécies. Mas, entre os humanos, não nos descarta a todos por igual – descarta as mulheres. É preciso ter orgulho da idade que se tem. 
Como é envelhecer? 
Ser velho é despedir-se de alguns atributos da juventude. Para mim, a juventude acabou quando fiz 50 anos e a minha filha morreu. (…) 
E como é apaixonar-se aos 70 anos? 
É igual do que apaixonar-se aos 30, mas com uma sensação de urgência – não há tempo a perder. Cada dia é um dia a menos. Percebes isso quando as pessoas à tua volta começam a morrer, quando morrem os teus pais, quando os teus netos são adultos. Cada dia que perdes por uma zanga, uma impaciência ou um mal-entendido, é um dia menos no calendário. Então, aprendes a usar a cabeça."

ISABEL ALLENDEescritora chilena (1942-), excertos da entrevista concedia a Luciana Leiderfarb, publicada na revista «"E", do jornal Expresso de 18 Dezembro 2020

24 novembro, 2020

Pétala nº 3103

“Nós não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar.”
GEORGE BERNARD SHAW, dramaturgo irlandês (1856-1950)

18 novembro, 2020

Pétala nº 3097

“Não somos ensinados a envelhecer.” 
OLGA TOKARCZUK, psicóloga e escritora polaca (1962-), in “Viagens”, Ed. Cavalo de Ferro, 2019
Prémio Nobel de Literatura, 2018

03 novembro, 2020

Pétala nº 3082

“Pare de se preocupar com estar envelhecendo, e pense em crescer.” 
PHILIP ROTH, escritor norte-americano (1933-2018)

10 agosto, 2020

Pétala nº 2998

“… nada envelhece de um modo tão precoce como a morte dos pais.” 
MARÍA GAINZA, crítica de arte e escritora argentina (1975-), in “Hotel melancólico”, Ed. D. Quixote, 2019

16 junho, 2020

Pétala nº 2944

”… não se envelhece para morrer. Envelhecemos para nos saciarmos de vida e desse modo sentir que, mesmo escassa ou vacilante, a vida é o milagre mais espantoso, mais indescritível e pródigo que nos tocou em sorte.” 
JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA, teólogo e poeta português (1965-)

13 abril, 2020

Pétala nº 2880

“À medida que envelhecemos, o coração deixa cair as folhas como uma árvore.” 
JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “O papagaio de Flaubert”, Ed. Quetzal, 2019

10 outubro, 2018

Pétala nº 2328

“Quero ser a flor que morre antes de envelhecer.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in “Contos do nascer da terra”, Ed. Caminho, 1997

21 maio, 2018

Pétala nº 2186

“Se o tempo envelhecer o seu corpo, mas não envelhecer a sua emoção, você será sempre feliz.”
AUGUSTO CURY, médico psiquiatra, professor e escritor brasileiro (1958-)

06 março, 2017

Pétala nº 1745

“Saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria e um dos capítulos mais difíceis na grande arte de viver." 

Hermann Melville, escritor, poeta e ensaísta norte-americano (1819-91)

(Pétala enviada por Tais Luso.)

26 agosto, 2016

Pétala nº 1553

“Envelhecer é passar da paixão à compaixão.” 

Albert Camusescritor, filósofo, jornalista franco-argelino (1913-1960)
Prémio Nobel de Literatura, 1957

25 maio, 2016

Pétala nº 1460

"Não é verdade que as pessoas param de perseguir sonhos porque envelhecem. Elas envelhecem precisamente porque param de perseguir sonhos". 

Gabriel García Marquez, escritor colombiano (1927-2014) 
Prémio Nobel de Literatura, 1982