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16 dezembro, 2024

Pétala nº 3839

Boas Festas!


HOSSANA

Junquem de flores o chão do velho mundo:
Vem o futuro aí!
Desejado por todos os poetas
E profetas
Da vida,
Deixou a sua ermida
E meteu-se a caminho.
Ninguém o viu ainda, mas é belo.
É o futuro...

Ponham pois rosmaninho
Em cada rua,
Em cada porta, em cada muro,
E tenham confiança nos milagres
Desse Messias que renova o tempo.
O passado passou.
O presente agoniza.
Cubram de flores a única verdade
Que se eterniza!

MIGUEL TORGA, poeta português (1907-95), in "Poesia completa", Ed. Dom Quixote, 2000


“Somos ramos da mesma videira, somos vasos comunicantes: o bem e o mal que realiza cada um reverte-se sobre os outros. Na medida em que permanecemos em Deus, aproximamo-nos dos outros e, na medida em que nos aproximamos dos outros, permanecemos em Deus.”
PAPA FRANCISCO (Jorge Mario Bergoglio), 266º Papa da Igreja Católica, eleito em 13 de Março de 2013, natural da Argentina (1936-)

“Somos todos seres humanos e estamos todos em perigo. Temos de nos compreender e amar rapidamente.”
SÁNDOR MÁRAI, escritor húngaro (1900-89), in “Libertação” (escrito entre Julho e Setembro de 1945), Ed. D. Quixote, 2023


"A oração habita cada um dos nossos sentidos"

"Rezar é sempre conspirar por um acontecer."

JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA, cardeal, teólogo e poeta português (1965-) in “Uma beleza que nos pertence”, 
Ed. Quetzal, 2019


Desejo-lhe um Feliz Natal e 
um Novo Ano cheio de 
Saúde, Amor, Paz e Alegria.


Luís, muito obrigada por mais uma estrela sua.
Tenha um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.


(Volto no dia  13 de Janeiro. Beijos e Abraços.)


(Fotos: PIXBAY)

15 julho, 2024

Pétala nº 3826

"as palavras são armas, como metralhadoras"
(Sándor Márai, in  “Libertação”)


"(Não são as palavras que distorcem o mundo, é o medo e a vontade. As palavras são corpos transparentes, à espera de uma cor. O medo é a lembrança de uma dor do passado. A vontade é a crença num sonho do futuro. Não são as palavras que distorcem o mundo, é a maneira como entendemos o tempo, somos nós.)”
JOSÉ LUÍS PEIXOTO, escritor português (1974-), in “Em teu ventre”, Ed. Quetzal, 2015

“Se tivesse de dizer qual a maior invenção humana, diria: a palavra. É uma ferramenta fundamental na construção da nossa humanidade. É um motor de busca, um telescópio, um radar, um sensor para a grande pergunta que somos. E é a mediação para o encontro fundamental connosco mesmos, com o outro e com o Todo Outro que é Deus.”
JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA , cardeal, teólogo e poeta português (1965-) em entrevista Christiana Martins, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 22 Abril Dezembro 2023

“… para as coisas mais importantes da vida as palavras são muito poucas. O que é que podemos dizer sobre Deus? Nada. Eu, pelo menos, não consigo. O que é que podemos dizer sobre o amor? Quase nada. Não temos palavras para isso. O que é que podemos dizer acerca da morte, para além do óbvio? Nada. Mas em literatura é possível dizer um pouco mais.
Mesmo que não se use a palavra Deus, pode-se sentir o toque do que podemos chamar Deus. Pode-se descrever uma relação amorosa de maneira verdadeira. A literatura serve para dizer o que não se consegue dizer de outra maneira.”
JON FOSSE, romancista, dramaturgo, poeta norueguês (1959-), em entrevista a José Riço Direitinho, publicada na revista “Ípsilon” do jornal Público de 22 Março 2024.

"A vida é assim, está cheia de palavras que não valem a pena, ou que valeram e já não valem, cada uma que ainda formos dizendo tirará o lugar a outra mais merecedora, que o seria não tanto por si mesma, mas pelas consequências de tê-la dito."
JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010)
Prémio Nobel de Literatura, 1998



Obras de MANUEL CARGALEIRO, ceramista e pintor português (1927-2024)


01 dezembro, 2023

Pétala nº 3796

“É Dezembro, temos de ser melhores em Dezembro.”
(Patrícia Reis, in “Chave de entendimento para uma sinfonia perdida”)


“O que acontece na alma de um homem… quando se perdeu tudo o que torna o ser humano mesmo humano? Na alma de um homem que permanece fiel a um pacto escrito e não escrito, à lei da solidariedade, num mundo que repudia toda a lei humana e, tomado por uma raiva sem sentido, se destrói a si próprio.”

SÁNDOR MÁRAI, escritor húngaro (1900-89), in “Libertação” (escrito entre Julho e Setembro de 1945), Ed. D. Quixote, 2023


“Para fazer um pouco de bem no mundo… é preciso esforçar-se muito, mas mal basta segui-lo, juntar-se a ele.”

“O que se pode dizer quando não há nada a fazer.”
“Não é tempo de fazermos algum bem um ao outro?”

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. Dom Quixote, 2020


“Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.”

FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935)



(fotos net)

25 maio, 2017

Pétala nº 1826

“A vida é um acidente.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A conversa em Bolzano”, Ed. D. Quixote, 2014

23 maio, 2017

Pétala nº 1824

“O amor é curioso, quer luz, quer a realidade, sim, antes de tudo o mais, quer ver.” 
SÁNDOR MÁRAI, escritor húngaro (1900-89), in “A conversa em Bolzano”, Ed. D. Quixote, 2014

21 maio, 2017

Pétala nº 1822

“Um beijo é sempre virtuoso; a palavra que fala do beijo é sempre impúdica.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A conversa em Bolzano”, Ed. D. Quixote, 2014

19 maio, 2017

Pétala nº 1820

“Estranho elemento da vida o tempo, que não pode ser medido pelas suas próprias medidas.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A conversa em Bolzano”, Ed. D. Quixote, 2014

17 maio, 2017

Pétala nº 1818

“É inútil chorarmos sobre o tempo que passa.”

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A conversa em Bolzano”, Ed. D. Quixote, 2014

15 maio, 2017

Pétala nº 1816

“Aprendemos tudo sempre muito tarde.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A conversa em Bolzano”, Ed. D. Quixote, 2014

13 maio, 2017

Pétala nº 1814

“A agressão nada resolve entre os homens.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A conversa em Bolzano”, Ed. D. Quixote, 2014

11 maio, 2017

Pétala nº 1812

“As palavras soam mais facilmente do que as folhas de outono.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A conversa em Bolzano”, Ed. D. Quixote, 2014

09 maio, 2017

Pétala nº 1810

“Na solidão… aprendi que o pensamento corta como uma tesoura e é precioso como ouro lavado.”

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A conversa em Bolzano”, Ed. D. Quixote, 2014

07 maio, 2017

Pétala nº 1808

“Tenho de gastar tudo para um dia saber escrever. A vida, e tudo o que a vida dá.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A conversa em Bolzano”, Ed. D. Quixote, 2014

05 maio, 2017

Pétala nº 1806

“Nunca se vive que chegue.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A conversa em Bolzano”, Ed. D. Quixote, 2014

29 dezembro, 2016

Pétala nº 1678

“A voz é a nossa alma.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A gaivota”, Ed. D. Quixote, 2016

27 dezembro, 2016

Pétala nº 1676

“No fundo da existência apenas há o tédio e a fraqueza. Deus, ao criar o mundo, não conseguiu construir melhor.”

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A gaivota”, Ed. D. Quixote, 2016

25 dezembro, 2016

Pétala nº 1674

“As recordações pesam muito. É uma pena.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A gaivota”, Ed. D. Quixote, 2016

23 dezembro, 2016

Pétala nº 1672

“Quando já não temos lar, o mundo torna-se muito pequeno.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A gaivota”, Ed. D. Quixote, 2016

23 agosto, 2015

Pétala nº 1184

“A bondade não salva o ser humano.” 

 Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A ilha”, Ed. Dom Quixote, 2012

21 agosto, 2015

Pétala nº 1182

“Toda a gente, incluindo nós próprios, forma uma ideia precipitada sobre o carácter de outra pessoa. Depois sofremos, durante a vida, as consequências dessa opinião precipitada.” 

Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A ilha”, Ed. Dom Quixote, 2012