08 outubro, 2021

Pétala nº 3359

TERESA, se algum sujeito bancar 
o sentimental em cima de você 
E te jurar uma paixão do tamanho de um bonde 
Se ele chorar 
Se ele se ajoelhar 
Se ele se rasgar todo 
Não acredita não Teresa 
É lágrima de cinema 
É tapeação 
Mentira 
CAI FORA.” 

MANUEL BANDEIRA, poeta, crítico literário e de arte, professor e tradutor brasileiro (1886-1968)


07 outubro, 2021

Pétala nº 3358

“É a humilhação que nos torna humanos.
HOWARD JACOBSON , escritor inglês (1945-), in “A questão Finkler”, Ed. Porto Editora, 2011 


“… é a palavra que faz de nós humanos.” 
ROSA MONTERO, escritora espanhola (1951-), in “A louca da casa”, Ed. Asa, 2004

06 outubro, 2021

Pétala nº 3357

“- Só sei mentir.
- Não é importante. Todos nós mentimos uma vez por outra. 
- Só aprendi a mentir durante toda a minha vida. Os outros têm uma concepção de verdade a que sou alheio. Mentir, no fundo, não é fugir à verdade. É fugir à realidade. A realidade é-me insuportável. E tenho de suportar o insuportável, mentindo.” 

BAPTISTA-BASTOS (Armando Baptista-Bastos), jornalista e escritor português (1934-2017), in “Um homem parado no inverno”, Edições «O Jornal», 1991

05 outubro, 2021

Pétala nº 3356

“Quando procuro o que há de fundamental em mim, é o gosto da felicidade que eu encontro!” 

ALBERT CAMUS, escritor, filósofo, jornalista franco-argelino (1913-1960), in “A Peste”, Porto Editora, 2016 
Prémio Nobel de Literatura, 1957

(Frase deixada  na pétala nº 3144, por: DOUGLAS MELO, conhecido no seu blogue "DOUG-BLOGcomo  Doug, é um jornalista, escritor, blogueiro, professor/PhD (Philosophiæ Doctor) brasileiro (1970-)

04 outubro, 2021

Pétala nº 3355

“Mentiras, mentiras, os adultos proíbem-nas, no entanto dizem tantas.
 
ELENA FERRANTE, pseudónimo de uma escritora italiana cuja identidade é mantida secreta (1943-), in “A vida mentirosa dos adultos”, Ed. Relógio d’Água, 2020

01 outubro, 2021

Pétala nº 3354

“As lágrimas não doem... 
O que dói são os motivos que as fazem caírem!” 

Versos do poema “Chorar é lindo”, de MÁRIO QUINTANA, poeta brasileiro (1906-94)



(foto net)

30 setembro, 2021

Pétala nº 3353

“A alegria é, fundamentalmente, uma expressão profunda do ser: em bondade, em verdade, em beleza.”

JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA, cardeal, teólogo e poeta português (1965-)

29 setembro, 2021

Pétala nº 3352

“Que animal horrível é um homem encolerizado.”

ERNEST HEMINGWAY, escritor norte-americano (1899-1961), in “Por quem os sinos dobram”, Círculo de Leitores”, 1981 
Prémio Nobel de Literatura, 1954

28 setembro, 2021

Pétala nº 3351

“- Tenho-te visto mas não te conheço. Agora, que te conheço, vou passar a ver-te.”
 
BAPTISTA-BASTOS (Armando Baptista-Bastos), jornalista e escritor português (1934-2017), in “Um homem parado no inverno”, Edições «O Jornal», 1991

27 setembro, 2021

Pétala nº 3350

-  Porque é que não és feliz com a tua mulher? Porque é que não te chega? 
-  Porque é que o teu marido não te chega? 
- Contei-te muitas coisas sobre ele. Quero saber coisas de ti. Contei-te imensas coisas sobre mim. Quero saber porque é que ela não te chega. 
-  Estás a fazer a pergunta errada.
-  Qual é a pergunta certa? 
-  Não sei. 
(...)
-  Porque é que sofres tanto a evitar magoá-la? 
-  Porque haveria de querer magoá-la? 
(…) 
-  Talvez devêssemos desistir desta conversa. 
-  Porquê, quando há coisas sobre ti que eu quero saber? 
- Talvez funcione melhor se só um dos participantes numa história de adultério se queixar de dissabores domésticos. Se ambos se metessem nisso, seria improvável que houvesse tempo para a história propriamente dita. (...)” 

PHILIP ROTH, escritor americano (1933- 2018), in “Traições”, Bertrand Editora, 1991

24 setembro, 2021

Pétala nº 3349

"À medida que envelhecemos, o coração deixa cair as folhas como uma árvore. Nada resiste contra certos ventos. Cada dia arranca umas folhas mais; e depois há as tempestades, que de uma só vez partem vários ramos. E enquanto o verde da natureza cresce na primavera seguinte, o do coração não volta a crescer."

GUSTAVE FLAUBERT, escritor francês (1821-80), citado por JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “O papagaio de Flaubert”, Ed. Quetzal, 2019



(foto net)

23 setembro, 2021

Pétala nº 3348

“... era muito mais velha do que as raparigas com quem eu sonhava. Mais de trinta anos? Adivinha-se mal uma idade a que ainda não se chegou nem se está perto de chegar.” 

BERNHARD SCHLINK, escritor alemão (1944-), in “O leitor”, Ed. ASA, 2009

22 setembro, 2021

Pétala nº 3347

“Do hábito da resignação nasce sempre a falta de interesse, a negligência, a indolência, a inactividade e quase a imobilidade.” 

GIACOMO LEOPARD, poeta e ensaísta italiano (1798-1837)

21 setembro, 2021

Pétala nº 3346

“O silêncio ensina tanto... As palavras, os gestos podem agredir, o silêncio se cala! Quando há dúvida...o silêncio salva.” 
TAIS LUSO DE CARVALHO, cronista e artista plástica brasileira https://taisluso.blogspot.com/

“…há silêncios verdadeiramente eloquentes.” 

“Fundamental é saber ler os silêncios.” 
 
“Há silêncios muito cheios. Haja quem os leia.”

(Comentários, pétala nº 3152)

20 setembro, 2021

Pétala nº 3345

As camadas da nossa vida repousam tão perto umas das outras que no presente adivinhamos sempre o passado, que não está posto de parte e acabado, mas presente e vivido.” 

BERNHARD SCHLINK, escritor alemão (1944-), in “O leitor”, Ed. ASA, 2009

17 setembro, 2021

Pétala nº 3344

“Tão breve o Verão, antes do Outono e, depois, o Inverno.” 

J. M. COETZEE, escritor sul africano (1940-), in “Desgraça”, ed. D. Quixote, 2000 
Prémio Nobel de Literatura, 2003


(foto net)


16 setembro, 2021

Pétala nº 3343

“A bondade é o único investimento que nunca vai à falência.” 

 HENRY DAVID THOREAU, poeta e filósofo norte-americano (1817-62)

15 setembro, 2021

Pétala nº 3342

“… a poesia ou nos fala de imediato ao coração ou pura e simplesmente não nos diz nada. Um lampejo de revelação e um lampejo de resposta. Como um relâmpago. Como quem se apaixona.” 

J. M. COETZEE, escritor sul africano (1940-), in “Desgraça”, ed. D. Quixote, 2000 
Prémio Nobel de Literatura, 2003

14 setembro, 2021

Pétala nº 3341

“… tenho um certo problema com os acasos melancólicos.” 

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. D. Quixote, 2020

13 setembro, 2021

Pétala nº 3340

“PERTENÇO A UMA FAMÍLIA EM QUE AS MULHERES têm tendência para a longevidade. A minha bisavó paterna (...) morreu com uns simpáticos 92 anos (…) Já a minha avó (...) viveu até aos 94 anos. (…) a minha adorada mãe – não foge à regra e completou recentemente 96 anos. 
Estas três mulheres tiveram sempre por perto quem cuidou delas e as amou. Já eu, que me tornei há pouco tempo sexagenária, estou preocupada: e se a genética me favorece com a longa vida das minhas antepassadas? (…) A verdade é que não sei se me apetece cá andar mais trinta e tal anos (… ) nem sequer tenho descendência que possa «levar comigo», mas também ignoro se isso chega a ser uma desvantagem: é que, só no primeiro trimestre do ano passado (2018), segundo a APAV, foram agredidas em Portugal mais de quatro mil pessoas de idade, e na maioria das vezes os agressores eram… os próprios filhos. Adeus, futuro.”  (crónica: "Velharias")

MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA, editora, escritora, poetisa e letrista portuguesa (1959-), in "Adeus, futuro", Ed. Quetzal, 2021

10 setembro, 2021

Pétala nº 3339

- Qual é a cor do tempo? 
- O tempo tem uma cor especial para cada pessoa.” 

BAPTISTA-BASTOS (Armando Baptista-Bastos), jornalista e escritor português (1934-2017), in “Um homem parado no inverno”, Edições «O Jornal», 1991



Aniversário é para celebrar a vida e é isso que pretendo fazer... domingo.
Como são muitas as velas para assoprar, vou demorar um pouco a voltar... mas volto!
 Fiquem bem. Boa  semana.

(Entretanto, pétalas continuam a ser publicadas.)


(foto net)

09 setembro, 2021

Pétala nº 3338

“Os livros não existem para que todos os leiam e encontrem neles um tema de conversas mundanas durante um certo tempo e depois os esqueçam, como se faz com a última notícia desportiva ou de crónica policial: os livros querem ser gozados e amados com calma e seriedade. Só então nos revelarão as suas íntimas belezas e virtudes.” 

HERMANN, HESSE escritor alemão (1877-1962), in “Uma biblioteca da literatura universal”, Ed. Cavalo de Ferro, 2018 
Prémio Nobel de Literatura, 1946

08 setembro, 2021

Pétala nº 3337

“Hoje as pessoas temem-se a si próprias. Esqueceram o mais nobre de todos os deveres: o dever que cada um tem para consigo mesmo.”
 
OSCAR WILDE, escritor, poeta, dramaturgo irlandês (1854-1900), in “O retrato de Dorian Gray”  (1890)“ Ed. Vega, 2000

07 setembro, 2021

Pétala nº 3336

“A solidão é o leito onde se repousa e adormece sobre os pedaços que fomos deixando nas esquinas da vida e que a cada noite rouba um pouco de nós!”
 

(Comentário pétala nº 3266)

06 setembro, 2021

Pétala nº 3335

“Sou solteiro. Quarenta e nove anos de idade.... Professor… Interesses, além do ensino, a pintura... Vícios, até ao momento, literalmente nenhuns… Há um defeito, se de defeito se trata, que talvez justifique a monotonia da minha vida (…) Falo da minha aversão por me ligar às pessoas. Tenho amigos, mas distantes. Quando uma pessoa se liga a alguém, acontecem sarilhos, e muitas vezes autênticas catástrofes.” (Conto: Nunca depois da meia-noite)

DAPHNE DU MAURIER, escritora britânica (1907-89), in “Os Pássaros e outros contos macabros”(1952), Porto Editora, 2020

Leia neste livro 6 «contos macabros»: 
"Não olhes agora", "A  Macieira", "As Lentes azuis", "Os Pássaros", "O álibi", "Nunca depois da meia-noite".
O conto "Os Pássaros" ("The Birds") foi adaptado ao cinema por Alfred Hitchcock, em 1963. Quem não viu?!
Eu vi, depois revi, e só agora (apenas agora!) li o original da tenebrosa/empolgante história, menos assustadora do que a versão do mestre Hitchcock. 

03 setembro, 2021

Pétala nº 3334

“Tal como o gelo, também as vidas estalam.” 

JEFRFREY EUGENIDES, escritor americano (1960-), in “Middlesex”, Ed. Dom Quixote, 2002

Glaciar Perito Moreno, Patagónia-Argentina.
Foto: Teresa Dias


02 setembro, 2021

Pétala nº 3333

“«Sabes quando é que acaba a infância?» Perguntou-me um dia o meu pai (…) Quando é que uma pessoa começa realmente a ser adulta? Quando começa a aceitar que os pais também têm direito a recorrer à psicologia.»”. 

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. D. Quixote, 2020

01 setembro, 2021

Pétala nº 3332

SAUDADE

"Eu amo tudo o que foi 
Tudo o que já não é 
A dor que já não me dói 
A antiga e errônea fé 
O ontem que a dor deixou 
O que deixou alegria 
Só porque foi e voou 
E hoje é já outro dia."

FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935)



(foto net)

30 julho, 2021

Pétala nº 3331

Não existem cem ou mil «livros mais belos», há, para cada indivíduo, uma escolha particular baseada naquilo que lhe é afim e compreensível, caro e precioso. Por isso, é impossível constituir uma boa biblioteca sob encomenda; cada um de nós deve seguir as suas próprias exigências e preferências, e criar, pouco a pouco, uma colecção de livros, da mesma forma que se criam as amizades.”
 
HERMANN, HESSE escritor alemão (1877-1962), in “Uma biblioteca da literatura universal”, Ed. Cavalo de Ferro, 2018
Prémio Nobel de Literatura, 1946




(foto net)


29 julho, 2021

Pétala nº 3330

“- Vitória, minha neta! Isto são horas de chegar? 
- Não tenho horas para chegar ou partir, avó. Não tenho horas! A mim repugna-me ter horas, é pior do que ter piolhos. É preciso catar as horas, avó, catá-las antes que nos chupem o sangue.”
 
MIA COUTO E JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, in “O terrorista elegante”,  (história "A caixa preta"), Ed. Quetzal, 2019

28 julho, 2021

Pétala nº 3329

“Se eu gosto de poesia? 
Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. 
Acho que a poesia está contida nisso tudo.”
 
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, escritor brasileiro (1902-87)

27 julho, 2021

Pétala nº 3328

“A felicidade torna o homem demasiado seguro de si, e essa segurança que valor tem se nunca for posta à prova pelos golpes do destino?”
 
ROBERT WALSER, escritor suíço (1878-1956), in “Os irmãos Tanner”, Ed. Relógio d’Água, 2009

26 julho, 2021

Pétala nº 3327

“- Um homem precisa de alguém, alguém que esteja perto. Uma pessoa fica louca quando não tem ninguém. Não importa quem seja o outro, desde que esteja acompanhada. Eu lhe digo… , eu lhe digo que uma pessoa sente-se tão só que até fica doente.” 

JOHN STEINBECK, escritor americano (1902-68), in “Ratos e homens” (1937), Ed. Livros do Brasil, 2017 
Prémio Nobel de Literatura, 1962

23 julho, 2021

Pétala nº 3326

"Talvez seja bom sofrer uma queda de vez em quando. Desde que não nos quebremos."
 
J. M. COETZEE, escritor sul africano (1940-), in “Desgraça”, ed. D. Quixote, 2000 
Prémio Nobel de Literatura, 2003



(foto net)


22 julho, 2021

Pétala nº 3325

“Como tudo é simples quando a gente não sabe nada!” 

ERNEST HEMINGWAY, escritor norte-americano (1899-1961), in “Por quem os sinos dobram”, Círculo de Leitores”, 1981 
Prémio Nobel de Literatura, 1954


21 julho, 2021

Pétala nº 3324

“… um homem bom é aquele que, vivendo no mundo real, não perde a compaixão, a caridade, a lealdade e a dignidade.” 

ARTURO PÉREZ-REVERTE, escritor espanhol (1951, em entrevista a Luciana Leiderfarb, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 29 janeiro 2021 
“Sim, mas acrescentaria que um homem bom tem de tentar mudar o mundo, e não apenas aceitá-lo como é. Precisamos de o mudar, mesmo que não sejamos bem-sucedidos no caminho.”
 
AMIN MAALOUF, escritor libanês-francês (1949-), em entrevista a Luciana Leiderfarb, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 26 março 2021


20 julho, 2021

Pétala nº 3323

“Presságios... Na verdade penso que são intuições advindas de observação, o bom e velho sinal de alerta sempre ligado. 
Tudo é consequência na vida de todos, do que fazemos, do que deixamos de fazer, do que fazem conosco, do que fazemos com o que fazem conosco, com o que permitimos.”

(Comentário pétala nº 3265)


19 julho, 2021

Pétala nº 3322

“… O problema dos jovens de hoje é não acreditarem nos sonhos. Se os sonhos não têm serventia, então porque dormimos oito horas por dia, trinta anos em noventa de vida? E porque sonhamos tanto?
 
… Eu não gosto de sonhar, porque os sonhos são ainda mais imprevisíveis do que a vida...”

… É o contrário, os sonhos são mapas que nos ajudam a orientar a vida. Aqueles que não sabem ler os sonhos, esses, sim, estão perdidos…"

MIA COUTO e JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, in “O terrorista elegante” (história "A fala das Ermelindas"), Ed. QUETZAL, 2019



16 julho, 2021

Pétala nº 3321

AS ROSAS 
Quando à noite desfolho e trinco as rosas 
É como se prendesse entre os dentes 
Todo o luar das noite transparentes, 
Todo o fulgor das tardes luminosas, 
O vento bailador das Primaveras 
A doçura amarga dos poentes, 
E a exaltação de todas as esperas."

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN,  poetisa portuguesa(1918-2004), in "Obra poética I", Círculo de Leitores, 1992






(foto net)

15 julho, 2021

Pétala nº 3320

“O mundo em que vivemos é demasiado complicado, agressivo e violento para um grupo de nações viver como um clube de amigos. Alguém comparou a Europa a um dinossauro herbívoro num mundo dominado por carnívoras. E tem razão.”
 
AMIN MAALOUF, escritor libanês-francês (1949-), em entrevista a Luciana Leiderfarb, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 26 março 2021


14 julho, 2021

Pétala nº 3319

“A Educação é o vestido principal para a celebração da vida.” 

CAROLINA HERRERA (Maria Carolina Josefina Herrera Pacanins, Marquesa de Torre Casa), estilista venezuelana radicada nos Estados Unidos (1939-)


13 julho, 2021

Pétala nº 3318

“Fui músico profissional na minha juventude. (…) Por isso, se me perguntam quem foi o maior dos arquitetos, a minha resposta é Johann Sebastian Bach. Ele criou uma brilhante arquitetura musical. O meu amor pela arquitetura perpassa todas as disciplinas, porque há arquitetura na matemática, nos edifícios, na pintura, nos Sonetos de Shakespeare. A arquitetura não é um campo delimitado.” 

DANIEL LIBESKIND, arquitecto polaco naturalizado americano (1946-), em entrevista a Luciana Leiderfarb, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 9 Abril 2021


12 julho, 2021

Pétala nº 3317

O que é que faz de duas pessoas um casal? Uma faísca? Afinidades? Um sentimento de pertença? Um olhar aparentemente anódino que se detém um milésimo de segundo? Tudo isso certamente. E o mais importante, um sentimento de casa. Algo como a terra natal.” 

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. D. Quixote, 2020

09 julho, 2021

Pétala nº 3316

“Sempre que atiramos lama para cima dos outros, o chão foge-nos mais um bocadinho debaixo dos pés.” 

CORMAC McCARTHY, escritor americano (1933-), in “Este país não é para velhos”, Ed. Relógio d’Água, 2007



(foto net)

08 julho, 2021

Pétala nº 3315

“Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria.” 

FHALIL GIBRAN, ensaísta, prosador, poeta, pintor libanês (1883-1931)


07 julho, 2021

Pétala nº 3314

“A curiosidade é condição essencial para a criatividade, perguntar é a curiosidade a cumprir-se.” 


(Comentário, pétala nº 3291)


06 julho, 2021

Pétala nº 3313

“Espero que este confinamento abra os olhos para o valor da música. Durante este período só fizemos duas coisas: fomos comprar comida e depois vimos filmes, lemos livros e ouvimos música. Sem música isto tinha sido um desespero total, um deserto. Ficou provado que a música é um bem essencial!” 

JEAN-MICHEL JARRE, instrumentista, compositor, produtor musical francês (1948-), in revista “E”, do jornal Expresso de 9 Abril 2021


05 julho, 2021

Pétala nº 3312

“A minha vida – a minha vida a valer – começou no dia em que um certo homem deu um passo para dentro dela.”
 
Primeiro parágrafo do romance “O amor não espera à porta”, de MARISA DE LOS SANTOS, poeta e romancista norte-americana (1966-)

02 julho, 2021

Pétala nº 3311

"A minha vida começou quando eu, acordando, amei o rosto da minha mãe."

GEORGE ELIOT, pseudónimo de Mary Ann Evans, romancista britânica (1819-1880)



01 julho, 2021

Pétala nº 3310

“As recordações mais valiosas esfumam-se. Tudo mergulha na Escuridão e desaparece.”
 
OLGA TOKARCZUK, psicóloga e escritora polaca (1962-), in “Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos”, Ed. Cavalo de Ferro, 2019 
Prémio Nobel de Literatura, 2018