“A forma como o mundo das aparências se nos impõe e como tentamos impor ao mundo exterior a nossa interpretação particular, constitui o drama da nossa vida.”
André Gide, escritor francês (1869-1951), in “Os moedeiros falsos”, Ed. Ambar, 2004
“Enquanto ama e quer ser amado , o amoroso não se mostra como é verdadeiramente e, além disso, não vê o outro, mas sim, em seu lugar, um ídolo que embeleza, diviniza e inventa.”
André Gide, escritor francês (1869-1951) , in “Os moedeiros falsos”, Ed. Ambar, 2004
“Chega o dia em que o verdadeiro ser, que o tempo lentamente despiu de todo o vestuário de empréstimo, aparece de novo; e se for desses adornos que o outro estiver apaixonado, só estreitará contra o coração um invólucro desabitado, uma lembrança… só luto e desespero.”
André Gide, escritor francês (1869-1951), in “Os moedeiros falsos”, Ed. Ambar, 2004
“A pressa condena-nos ao esquecimento. Passamos pelas coisas sem as habitar, falamos com os outros sem os ouvir, juntamos informação que nunca chegamos a aprofundar. Tudo transita num galope ruidoso, veemente e efémero. Na verdade, a velocidade com que vivemos impede-nos de viver.”
José Tolentino Mendonça, presbítero e poeta português (1965-), in Crónica “A arte da lentidão”, Revista do Expresso 25 Maio 2013