Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Pessoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Pessoa. Mostrar todas as mensagens

07 outubro, 2024

Pétala nº 3829

OUTONO ou PRIMAVERA ... que traga a Paz mundial


Canção de Outono

No entardecer da terra,
O sopro do longo outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.

Soergue as folhas, e pousa
As folhas volve e revolve
Esvai-se ainda outra vez.
Mas a folha não repousa
E o vento lívido volve
E expira na lividez.

Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei, morri-o;
E mesmo o que hoje sou
Amanhã direi: quem dera
Volver a sê-lo! mais frio.
O vento vago voltou.

FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935), poema publicado em 1922 
no semanário "Ilustração Portuguesa", nº 833.


Há uma primavera em cada vida: 
É preciso cantá-la assim florida, 
Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!

FLORBELA ESPANCA, poetisa portuguesa (1894-1930), versos do poema "Amar", 
in “Sonetos”, Livraria Bertrand, 1980

 
Luís, obrigada pelo miminho outonal. Lindo!


Voltei, para desejar a quem visita este "jardim" um
Outono ameno ou, se for o caso, uma 
Primavera florescente.
Beijos e Abraços.


13 maio, 2024

Pétala nº 3817

"O inalcançável é sempre azul."
(Clarice Lispector)

“O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta.”
Versos de Alberto Caeiro, heterônimo de FERNANDO PESSOA poeta português (1888-1935), 
in "Antologia poética ("O guardador de rebanhos XXIII"), R.B.A. Editores, 1994

"Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu".
Versos de FERNANDO PESSOAin "Mensagem".
(Pétala deixada em comentário pela amiga OLINDA MELO, http://xailedeseda.blogspot.com/.)

"Quando o sossego é só sossego e a visão do mar espraia a nossa
identidade
sentimo-nos cúmplices da terra na densidade azul"

ANTÓNIO RAMOS ROSA, poeta português (1924-2013), in “Poesia presente”, Ed. Assírio &Alvim, 2014


“Água, sal e vontade – a vida!
Azul – a cor do céu e da inocência”

MIGUEL TORGA, poeta português (1907-95), in "Poesia completa" (versos do poema "Ao Mar"), Ed. Dom Quixote, 2000


“bebo o azul do céu pelos olhos”

PABLO NERUDA, poeta chileno (1904-73), in "Crepusculário" (verso do poema "O povoado"), 1923 
Prémio Nobel da Literatura, 1971


"Para vermos o azul, olhamos para o céu. A Terra é azul para quem a olha do céu. Azul será uma cor em si, ou uma questão de distância? Ou uma questão de grande nostalgia? O inalcançável é sempre azul."

CLARICE LISPECTOR, escritora e jornalista brasileira nascida na Ucrânia (1920-77)


(Fotos: PORTUGAL/Cascais, 2024)


25 março, 2024

Pétala nº 3810

"The art of losing isn’t hard to master"
(Elizabeth Bishop, primeiro verso do poema "One Art", 1976)


“Nascemos e morremos nus. Chegamos e partimos de mãos vazias. Gosto muito do poema de Elizabeth Bishop em que ela descreve a vida como «arte de perder». Tem razão. Perder, desprender, desaprender. Aprender a fazer isso o melhor que possamos. Aprender a desaprender, como o mestre Alberto Caeiro. (…) A vida tem isto de paradoxal: somar por somar redunda num diminuir grotesco. O verdadeiro somar, a ampliação efetiva da vida passa pela aceitação de diminuir, de tornar-se pequeno, de ser o último, de servir.”

JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA, cardeal, teólogo e poeta português (1965-) em entrevista a Christiana Martins, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 22 Dezembro 2023

Leia o poema de Elizabeth Bishop: aqui.


O GUARDADOR DE REBANHOS

XXI
O que nós vemos das coisas são as coisas.
Porque veríamos nós uma coisa se houvesse outra?
Porque é que ver e ouvir seria iludirmo-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir?

O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê,
Nem ver quando se pensa.

Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender
E uma sequestração na liberdade daquele convento
De que os poetas dizem que as estrelas são freiras eternas
E as flores as penitentes convictas de um só dia,
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores,
Sendo por isso que lhes chamam estrelas e flores.

Versos de Alberto Caeiro, heterônimo de FERNANDO PESSOA poeta português (1888-1935), 
in "Antologia poética", R.B.A. Editores, 1994


(fotos net: flor dente-de-leão)

Desejo-lhe uma Santa e doce Páscoa. 



01 dezembro, 2023

Pétala nº 3796

“É Dezembro, temos de ser melhores em Dezembro.”
(Patrícia Reis, in “Chave de entendimento para uma sinfonia perdida”)


“O que acontece na alma de um homem… quando se perdeu tudo o que torna o ser humano mesmo humano? Na alma de um homem que permanece fiel a um pacto escrito e não escrito, à lei da solidariedade, num mundo que repudia toda a lei humana e, tomado por uma raiva sem sentido, se destrói a si próprio.”

SÁNDOR MÁRAI, escritor húngaro (1900-89), in “Libertação” (escrito entre Julho e Setembro de 1945), Ed. D. Quixote, 2023


“Para fazer um pouco de bem no mundo… é preciso esforçar-se muito, mas mal basta segui-lo, juntar-se a ele.”

“O que se pode dizer quando não há nada a fazer.”
“Não é tempo de fazermos algum bem um ao outro?”

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. Dom Quixote, 2020


“Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.”

FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935)



(fotos net)

09 outubro, 2023

Pétala nº 3788

A chuva entrou por um buraco
fininho - Em menos de um relâmpago
inundou o Mundo."

(Lídia Jorge, in "Misericórdia")


"Não gosto nada de pessoas tristes. Por mais triste que a gente fique, nunca se consegue salvar o mundo. Ou consegue-se?"

"Misterioso é o sentimento da misericórdia, não tem hora marcada para entrar ou sair do ser humano."

LÍDIA JORGE, escritora portuguesa (1946-), in “Misericórdia”, Ed. D. Quixote, 2022


“Não somos uma espécie inteligente. Uma espécie inteligente cuida da sua descendência. Estamos a preparar o inferno para os nossos netos.”
LEO VAN BROECK, engenheiro e arquitecto belga (1958-)

“Escrevia o poeta Rimbaud, em 1871: «Ei-lo! Eis o século do inferno!»
Na verdade, todos os séculos estão no mesmo fuso horário – o fuso horário do inferno.”
GONÇALO M. TAVARES, professor e escritor português (1970-), in crónica “Guerra, Vida, Espaço e Tempo”, revista "E", jornal Expresso, Janeiro 2023

“Ah! dá nojo ver o mundo Pensar tão pouco profundo”.
FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935)





(fotos Pixabay)

30 maio, 2023

Pétala nº 3783

"Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!"
(Fernando Pessoa)


“Mais tarde na vida esperamos algum descanso, não esperamos? Achamos que merecemos. Eu pelo menos achava. Mas depois começamos a perceber que a vida não tem obrigação de recompensar o mérito.”

“Quanto menos tempo de vida temos, menos queremos desperdiçá-lo. É lógico, não é? Mas a maneira como utilizamos as horas poupadas… isso já é outra coisa que provavelmente não teríamos previsto na juventude.”

JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “O sentido do fim”, Ed. Quetzal, 2011


"Toda a gente está sempre a passar por alguma coisa, não é verdade? No fundo a vida é isso. Coisas e mais coisas que temos de ultrapassar."

SALLY ROONEY, escritora irlandesa (1991-), in "Conversas entre amigos" (Conversations with Friends, 2017), Ed. Presença, 2018


(fotos net)

24 março, 2023

Pétala nº 3753

FERNANDO PESSOA e seus heterónimos


FERNANDO PESSOA
Isto
"Dizem que finjo ou minto
Tudo o que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falta ou finda,
É como que um terraço,
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!"

ALBERTO CAEIRO
O Guardador de Rebanhos II - excerto
"Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar…

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar…"

ÁLVARO DE CAMPOS
Lisbon Revisited (1923) - excerto
"Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas!
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) -
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!"

RICARDO REIS
Odes - excerto
"Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.

Leis feitas, estátuas vistas, odes findas -
Tudo tem cova sua. Se nós carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, porque não elas?
Somos contos contando contos, nada."


10 fevereiro, 2023

Pétala nº 3730

Todas as cartas de amor são 
Ridículas. 
Não seriam cartas de amor se não fossem 
Ridículas. 
(primeira estrofe de um poema de Álvaro de Campos)


"Meu Bébé pequenino:
Então o meu Bébé fez-me uma careta quando eu passei?
Então o meu Bébé, que disse que me ia escrever hontem, não me escreveu?
Então o Bébé não gosta do Nininho? (Não é por causa da careta, mas por causa de não escrever)
Olha, Nininha; e agora a sério: achei que tinhas um ar alegre hoje, que mostravas boa disposição. Também pareces ter gostado de ver o Ibis, mas isso não garanto, com medo de errar.
Ainda fazes muita troça do Nininho? (A. De C.).
Não sei se irie amanhã a Belem; o mais provável, como te disse, é que vá. Em todo o caso, já sabes: depois das 6.30 não apareço, de modo que escusas de esperar pelo Ibis para alem dessa hora.
Ouvistaste?(sic)
Muitos beijos e um abraço á roda da cintura do Bébé.
Sempre e muito teu
Fernando
6/5/1920

"Meu Bébé pequenino:
Pelo papel vês de onde te estou escrevendo. Refugiei-me aqui da chuva, e, como por isso atrazei varias cousas que tinha que fazer, não poderei ir ás 6 horas a Belem acompanhar a Nininha até Lisboa.
Estou um pouco melhor (de saúde, não de juízo), mas ainda me sinto bastante mal disposto.
Amanhã (salvo doença ou outra cousa que estorve) passo na tua rua entre as 11 e as 11.30. Se o Bébézinho quizer estar á janella, vê o Nininho passar. Se não quizer, não o vê (É author destas ultima frase o meu querido amigo Alvaro de Campos).
Que pena a fabrica em Belem não ter telephone. Se tivesse eu poderia avisar-te de que não ia, nos dias em que não pudesse ir; e excusava a Ibis do Ibis de esperar pelo Ibis.
Adeus, Bébé queridinho: muitos beijinhos do mau e sempre teu
Fernando
22/5/1920"

Duas cartas de amor escolhidas de entre a meia centena reunida neste livro, com posfácio e notas de David Mourão-Ferreira, e preâmbulo de Maria da Graça Queiroz (sobrinha-neta da destinatária das cartas).
As cartas - ternurentas, comoventes, bem-humoradas, respeitosas - são de Fernando Pessoa (1888-1935) para Ophélia Queiroz (1900-91), sua única namorada conhecida.
Como foi que se conheceram? Como foi o namoro?
Ophélia desvenda tudo num emocionante testemunho:

"Como conheci o Fernando
Respondi a um anúncio do «Diário de Notícias».
Tinha 19 anos, era alegre, esperta, independente e, contra a vontade de meus Pais e família, resolvi empregar-me.
Conheci o Fernando no dia em que me apresentei ao anúncio… um senhor todo vestido de preto… com um chapéu de aba revirada e debruada, óculos e laço no pescoço. Ao andar, parecia não pisar o chão. E trazia – coisa mais natural – as calças entaladas nas polainas. Não sei porquê, aquilo deu-me uma terrível vontade de rir…
Foi esta a minha primeira imagem do Fernando.
O Fernando adorava-me, e tinha uns repentes de paixão que me assustavam, mas que ao mesmo tempo me divertiam.
Era duma delicadeza e duma ternura imensa. (...)"

Chegaram a casar? Não!
Fernando Pessoa nunca casou.
Ophélia casou com um homem do teatro, três anos após a morte de Fernando.

Um poeta solitário - apaixonado.
Estranho? Não, lindo!


18 agosto, 2022

Pétala nº 3596

“Tive um certo talento para a amizade, mas nunca tive amigos, quer porque eles me faltassem, quer porque a amizade que eu concebera fora um erro dos meus sonhos.” 

FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935), in “Livro do desassossego”, Ed. Tinta da China, 2014


09 julho, 2022

Pétala nº 3570

CANCIONEIRO XXVI 

“Mais que a existência 
É um mistério o existir, o ser, o haver 
Um ser, uma existência, um existir – 
Um qualquer, que não este, por ser este – 
Este é o problema, que perturba mais. 
O que é existir – não nós ou o mundo – 
Mas existir em si?” 

FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935), in “Poemas de Fernando Pessoa”, selecção, prefácio e posfácio de Eduardo Lourenço, Ed. VISÃO, 2006


01 setembro, 2021

Pétala nº 3332

SAUDADE

"Eu amo tudo o que foi 
Tudo o que já não é 
A dor que já não me dói 
A antiga e errônea fé 
O ontem que a dor deixou 
O que deixou alegria 
Só porque foi e voou 
E hoje é já outro dia."

FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935)



(foto net)

05 maio, 2021

Pétala nº 3262


“Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em quem se bata, a ortografia sem ípsilon, como um escarro direto que me enoja independentemente de quem o cuspisse.
Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.” 

FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935), in “Livro do desassossego”, Ed. Tinta da China, 2014



(Hoje, Dia Mundial da Língua Portuguesa!)


(foto net)

21 fevereiro, 2021

Pétala(s) nº 3191


"Que sei eu do que serei eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!"

"Eu sei que não sou nada e que talvez nunca tenha tudo. À parte isso, eu tenho em mim todos os sonhos do mundo." 

"Eu sou o intervalo entre o meu querer e o que a vontade dos outros fez de mim." 

"Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés. O mesmo sempre, graças ao céu e à terra. E aos meus olhos e ouvidos atentos. E à minha clara simplicidade de alma..."

"Sou feito das ruínas do inacabado e é uma paisagem de desistências que definiria meu ser." 

 "Conhece alguém as fronteiras à sua alma, para que possa dizer - eu sou eu?"

Frases soltas de FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935) 

(foto net)

18 novembro, 2019

Pétala nº 2733

“Assim como lavamos o corpo, deveríamos lavar o destino, mudar de estar como mudamos de roupa – não para salvar a vida, como comemos e dormimos, mas por aquele respeito alheio por nós mesmos, a que propriamente chamamos asseio.” 
FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935), in “Livro do desassossego”, Ed. Tinta da China, 2014

10 novembro, 2019

Pétala nº 2724

“A mania do absurdo e do paradoxo é a alegria animal dos tristes.” 
FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935), in “Livro do desassossego”, Ed. Tinta da China, 2014

08 novembro, 2019

Pétala nº 2722

“Todos somos iguais na capacidade para o erro e para o sofrimento.” 
FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935), in “Livro do desassossego”, Ed. Tinta da China, 2014

04 novembro, 2019

Pétala nº 2718

“A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.”
FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935), in “Livro do desassossego”, Ed. Tinta da China, 2014

03 setembro, 2019

Pétala nº 2656

“Toda a literatura consiste num esforço para tornar a vida real.” 
FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935), in “Livro do desassossego”, Ed. Tinta da China, 2014

01 setembro, 2019

Pétala nº 2654

“Meu coração dói-me como um corpo estranho.” 
FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935), in “Livro do desassossego”, Ed. Tinta da China, 2014

30 agosto, 2019

Pétala nº 2652

“… se não houvesse gente inteligente que apontasse os vários mal-estares humanos, a humanidade não dava por eles.” 
FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935), in “Livro do desassossego”, Ed. Tinta da China, 2014