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26 abril, 2023

Pétala nº 3764

“Em democracia não existe uma verdade, existem versões. Nas ditaduras, sim, há uma única verdade: a versão oficial!” 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960-), in “A sociedade dos sonhadores involuntários”, Ed. Quetzal, 2017

“A democracia permite que criaturas abomináveis conquistem o poder.” 
ALDOUS HUXLEY, escritor inglês (1894-1963)


(foto Pexels)


16 junho, 2022

Pétala nº 3547

“Os casamentos… tendem a transformar-se cada vez mais em feiras de vaidade, onde quase tudo é falso, a começar nas juras de amor eterno. Enquanto os noivos se beijam, os advogados preparam os papéis de divórcio.” 

JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “O paraíso e outros infernos”, Ed. Quetzal, 2018


06 março, 2022

Pétala nº 3474

“Há quem confunda a alegria com a felicidade. A alegria não se parece com a felicidade, a não ser na medida em que um mar agitado se parece com um mar plácido. A água é a mesma, apenas isso. A alegria resulta de um entorpecimento do espírito, a felicidade de uma iluminação momentânea. O álcool pode levar-nos à alegria – ou um cigarro de liamba, ou um novo amor (...) A felicidade é outra coisa. Não ri às gargalhadas. Não se anuncia com fogo-de-artifício. Não faz estremecer estádios. Raras são as vezes em que nos apercebemos da felicidade no instante em que somos felizes.” 

JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “Barroco tropical”, Ed. Quetzal, 2018
 

26 janeiro, 2022

Pétala nº 3435

“… um dia li Fernando Pessoa e foi uma revelação. Se podemos ser muitas pessoas, porque haveremos de ser apenas uma única? Jurei a mim mesma que seria as duas mulheres do meu marido, ou as quatro, ou mesmo as sete, as que ele quisesse – jurei que me desdobraria em heterónimos eróticos, cada noite uma mulher diferente, umas vezes negra, outras mulata ou ruiva, umas vezes sabendo a mel e outras a tamarindo, umas vezes ingénua e outras, louca e atrevida.” ("A fala de Judite Malimali")

MIA COUTO e JOSÉ EDUARDO AGUALUSO, in “O terrorista elegante”, Ed. QUETZAL, 2019


08 dezembro, 2021

Pétala nº 3402

“Alguém já viu um passarinho envelhecer? Se voássemos, haveríamos sempre de ser crianças. 
No céu, o tempo não passa, é uma nuvem.”
MIA COUTO e JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, in “O terrorista elegante”, Ed. Quetzal, 2019

Começámos a envelhecer no instante em que nascemos.” 
ISABEL ALLENDE, escritora chilena (1942-), in “O amante japonês”, Porto Editora, 2015

O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou.” 
VERGÍLIO FERREIRA, escritor português (1916-1996)

29 julho, 2021

Pétala nº 3330

“- Vitória, minha neta! Isto são horas de chegar? 
- Não tenho horas para chegar ou partir, avó. Não tenho horas! A mim repugna-me ter horas, é pior do que ter piolhos. É preciso catar as horas, avó, catá-las antes que nos chupem o sangue.”
 
MIA COUTO E JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, in “O terrorista elegante”,  (história "A caixa preta"), Ed. Quetzal, 2019

19 julho, 2021

Pétala nº 3322

“… O problema dos jovens de hoje é não acreditarem nos sonhos. Se os sonhos não têm serventia, então porque dormimos oito horas por dia, trinta anos em noventa de vida? E porque sonhamos tanto?
 
… Eu não gosto de sonhar, porque os sonhos são ainda mais imprevisíveis do que a vida...”

… É o contrário, os sonhos são mapas que nos ajudam a orientar a vida. Aqueles que não sabem ler os sonhos, esses, sim, estão perdidos…"

MIA COUTO e JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, in “O terrorista elegante” (história "A fala das Ermelindas"), Ed. QUETZAL, 2019



17 maio, 2021

Pétala nº 3274

“Em criança tirei um pássaro de dentro de uma gaiola. O pássaro não voou. Ficou ali andando aos círculos, aos círculos, aterrorizado com a largueza do mundo e a responsabilidade enorme de ter de sobreviver por si.” 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960-), in “Estação das chuvas”, Ed. Quetzal, 2017

13 fevereiro, 2020

Pétala nº 2820

“Lamento tanto o tanto que perdeste. 
 Lamento tanto. 
Mas não é idêntica a ti a infeliz Humanidade?"           
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “Teoria Geral do Esquecimento” (2012), Ed. Quetzal, 2018

01 julho, 2019

Pétala nº 2592

“O Paraíso é o espaço que ocupamos no coração dos outros”. 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “Teoria Geral do Esquecimento” (2012), Ed. Quetzal, 2018

29 junho, 2019

Pétala nº 2590

“É nos sonhos que tudo começa.”
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “Teoria Geral do Esquecimento” (2012), Ed. Quetzal, 2018

27 junho, 2019

Pétala nº 2588

“Os erros nos corrigem.” 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “Teoria Geral do Esquecimento” (2012), Ed. Quetzal, 2018

01 junho, 2019

Pétala nº 2562

“Deus inventou a música para que os pobres pudessem ser felizes.” 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “Teoria Geral do Esquecimento” (2012), Ed. Quetzal, 2018

30 maio, 2019

Pétala nº 2560

“Morremos sempre de desânimo, ou seja, quando nos falha a alma – então morremos.” 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “Teoria Geral do Esquecimento” (2012), Ed. Quetzal, 2018

28 maio, 2019

Pétala nº 2558

“A verdade é o sapato sem sola de quem não sabe mentir.” 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “Teoria Geral do Esquecimento” (2012), Ed. Quetzal, 2018

18 maio, 2019

Pétala nº 2548

“Os dias deslizam como se fossem líquidos.”
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “Teoria geral do esquecimento " (2012), Ed. Quetzal, 2018

16 maio, 2019

Pétala nº 2546

“ Parece-me mais fácil ter fé em Deus, não obstante ser algo tão para além da nossa limitadíssima compreensão, do que na arrogante Humanidade.” 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “Teoria geral do esquecimento” (2012), Ed. Quetzal, 2018

02 março, 2019

Pétala nº 2471

“A surpresa dilata o tempo.”
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “O paraíso e outros infernos”, Ed. Quetzal, 2018

28 fevereiro, 2019

Pétala nº 2469

“Bibliotecas nunca desiludem.” 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “O paraíso e outros infernos”, Ed. Quetzal, 2018

24 fevereiro, 2019

Pétala nº 2465

“… a leitura, enquanto exercício de alteridade, aproxima as pessoas.” 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “O paraíso e outros infernos”, Ed. Quetzal, 2018