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02 maio, 2021

Pétala nº 3259

“SEMPRE QUE EU SAÍA PARA BRINCAR, A MINHA MÃE QUERIA SABER EXACTAMENTE ONDE É QUE EU ESTAVA 
Quando eu entrava, ela chamava-me ao seu quarto, tomava-me nos braços, e cobria-me de beijos. Afagava-me o cabelo e dizia, «Gosto tanto de ti», e quando eu espirrava, ela dizia, «Santinho, sabes como eu gosto de ti, não sabes?», e quando eu me levantava para ir buscar um lenço de papel ela dizia, «Deixa estar que eu vou-to buscar, gosto tanto de ti», e quando eu procurava uma caneta para fazer os trabalhos de casa ela dizia, «Usa a minha, tudo por ti» e quando eu tinha uma comichão na perna ela dizia, «É aqui neste sítio, deixa-me dar-te um abraço», e quando eu dizia que ia subir para o meu quarto ela vinha atrás de mim e dizia, «O que é que eu posso fazer por ti, gosto tanto de ti», e eu tinha sempre vontade de dizer, embora nunca o dissesse: não gostes tanto de mim."
 
NICOLE KRAUSS, escritora norte-americana (1974-) in “A história do amor”, Ed. Dom Quixote, 2006

19 abril, 2021

Pétala nº 3246

“Era uma vez um rapaz que amava uma rapariga, e o riso dela era uma pergunta que ele queria passar a vida inteira a responder.” 
NICOLE KRAUSS, escritora norte-americana (1974-) in “A história do amor”, Ed. Dom Quixote, 2006